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  • segunda-feira, 22 de junho de 2015

    É PELA “EDUCAÇÃO”, MAIS DO QUE PELA “INSTRUÇÃO” (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen

    Algumas propostas sócio pedagógicas atuais são elogiáveis para instruir e formar o homem, entretanto "é pela educação, mais do que pela instrução, que se transformará a humanidade". [1] Para o notável Allan Kardec, “há um elemento que não se ponderou bastante, e sem o qual a ciência econômica não passa de teoria: a educação. Não a educação intelectual, mas a moral, e nem ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, aquela que cria os hábitos adquiridos”. [2]

    O que identificamos de forma generalizada é o absoluto distanciamento dos pais contemporâneos ao nível de educação dos filhos nesse sentido. De regra, transferem suas responsabilidades para as escolas ou para o Estado, enquanto eles, os pais, é que tinham que ensinar aos filhos se isso ou aquilo é acertado para eles. Sobretudo “os pais espiritistas devem compreender essa característica de suas obrigações sagradas, entendendo que o lar não se fez para a contemplação egoística da espécie, mas sim para santuário onde, por vezes, se exige a renúncia e o sacrifício de uma existência inteira.”[3]

    Para Viviane Senna, coordenadora do Instituto Ayrton Senna (IAS), que vem organizando programas de reforço escolar , capacitação de professores, “numa escola não dá para continuar com um sistema retrógrado em que o professor é o detentor do conhecimento e o aluno um arquivo em que esse conteúdo deve ser "depositado". Segundo Viviane, o aluno não pode apenas decorar conceitos, precisa desenvolver um pensamento crítico e um raciocínio lógico aguçado, desenvolver sua capacidade de inovar, ser criativo e flexível e de resolver problemas.[4]

    A fase infantil, em sua primeira etapa, é a mais importante para a educação, e não podemos relaxar na orientação dos filhos, nas grandes revelações da vida. Sob nenhuma hipótese, essa primeira etapa reencarnatória deve ser enfrentada com insensibilidade. Até aproximadamente os sete anos de idade é o período infantil mais acessível às impressões que recebe dos pais, razão pela qual não podemos esquecer nosso dever de orientar os filhos quanto aos conteúdos morais. [5]

    Numa análise espírita da questão cremos que a escola (pública ou particular – espírita ou não) deve formar um homem novo e precisa ser uma escola inteiramente inovadora, rompendo com o modelo do século XIX do sistema vigente, pois a educação tradicional, conforme aferimos, já não atende às necessidades da atual geração. A escola deve incentivar a participação, a interação, o diálogo, o debate livre, o estudo em grupo e abolir todas as formas de repressão.

    A rede de escolas charter KIPP (Knowlegde is Power Program), nos Estados Unidos, tem como meta levar seus alunos (quase 90% oriundos de famílias pobres) até a universidade. A proposta consubstancia-se em diversas atividades visando despertar entusiasmo, perseverança, autocontrole, gratidão, otimismo, inteligência social e curiosidade em seus alunos. Uma de suas unidades, localizada no Harlem, em Nova York, extrapolou e criou uma inusitada aula de “CARÁTER”. Nesse sentido a escola investiu no ensino de habilidades como comunicação, resiliência e determinação. A proposta é para fazer conexões com a ciência e explicar como o cérebro funciona, através de técnicas de meditação, concentração e yoga. [6]

    Os pais são responsáveis pelo desenvolvimento dos valores dos filhos e não devem apostar somente na escola para exercer essa tarefa. Um pai legítimo é aquele que cultiva em casa a cidadania familiar. Ou seja, ninguém em casa pode fazer aquilo que não se pode fazer na sociedade. É preciso impor a obrigação de que o filho faça isso, assim, cria-se a noção de que ele tem que participar da vida comunitária. Não há dúvida, que ante as balizas do bom senso e moderação os pais precisam educar estabelecendo limites. Porém essa exigência é muito mais acompanhar os limites, daquilo que o filho é capaz de fazer. 

    Uma legítima educação é aquela em que os poderes espirituais regem a vida social. Antigamente, a pureza das crianças era uma realidade mensurável. Sua perspectiva não ultrapassava os simples livros didáticos, um único humilde caderno e brinquedos baratos. Para repreendê-las e educá-las, às vezes, bastava um olhar firme dos pais. Porém, aquele imaginário infantil, de quietude e sonho ingênuo, desmoronou sob o impacto da era do sensualismo, da violência, do materialismo.

    Estejamos atentos à verdade de que educar não se resume apenas a providências de abrigo e alimentação do corpo perecível. A educação, por definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A tarefa que nos cumpre realizar é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente. Destarte, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável.

    Referências bibliográficas:

    [1] Kardec ,Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed. FEB 1980, página 384.
    [2] ______ Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed FEB 2000, questão 685-A:
    [3] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, Perg. 113
    [5] XAVIER, Francisco Cândido. O Consolador. Pelo Espírito Emmanuel. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995, perg. 113
    [6] Disponível em http://www.mundosustentavel.com.br/2014/06/escola-nos-eua-inclui-aula-de-carater-no-curriculo/ acesso em 14/08/2014

    sexta-feira, 19 de junho de 2015

    “FBI VERSUS FIFA” – PENSANDO UM PAÍS SOB A DEGENERAÇÃO DA ÉTICA (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen

    O deslumbre pelo esporte em quase todo o planeta, com muitos milhões de pessoas de todas as idades procurando dominar uma bola com os pés, potencializou globalmente um dos estupendos fenômenos da Terra, o tal futebol. Sua prática pode ser resumida pelo culminante evento: a “Copa do Mundo” realizada a cada 4 anos pela Fifa, uma organização internacional com mais países integrantes do que a ONU.

    Em maio de 2006, o repórter investigativo britânico Andrew Jennings, autor do livro intitulado Foul! The Secret World of FIFA: Bribes, Vote-Rigging and Ticket Scandals, causou polêmica dentro do universo futebolístico ao denunciar as falcatruas da instituição que envolvia a venda de contratos, revelando ainda como alguns altos funcionários do futebol foram forçados a reembolsar as propinas que haviam recebido no passado. Os evangelistas registraram cada qual à sua maneira o seguinte: “pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente”. [1]

    Não ignoramos que a corrupção, ou seja, o pagamento de propina para conseguir vantagens, quer sejam de ordem financeira ou tráfico de influência, arruína a aquisição do bem coletivo, pois muitos são lesados para que poucos obtenham espúrios proveitos. No século XX, muito foi escrito denunciando os crimes que envolvem o mundo dos esportes. “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha”. [2]

    Recentemente o FBI mostrou concretamente a abominável putrefação moral que se instalou na entidade máxima do futebol mundial. A mídia divulgou a prisão de sete cartolas ligados à Fifa (em Zurique) por acusação de corrupção envolvendo acordos de marketing, venda de direitos de transmissão de eventos e escolha das sedes da Copa do Mundo. Outros sete foram indiciados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em lista que reúne presidentes de federações e confederações, além de empresários.

    Paradoxalmente a Fifa é uma organização sem fins lucrativos. No entanto, mantém uma grande reserva de dinheiro, que contabilizava mais de US$ 1,5 bilhão em 2014 – baseada na Suíça, onde é isenta de impostos. A Copa do Mundo 2014 no Brasil rendeu US$ 4,8 bilhões (R$ 15 bilhões) em quatro anos – o evento gerou um lucro de mais de US$ 2 bilhões para a Fifa. Direitos de transmissão pela TV são uma das principais fontes de renda da entidade. O lucro da Fifa é maior, na média do ciclo de quatro anos, do que o PIB de diversos países membros da organização, como a Guiné-Bissau e as Seicheles. 

    Há mais de dez anos, na cidade mexicana de Mérida, mais de 110 países assinaram a Convenção Nações Unidas contra a Corrupção. [3] O referido acordo prevê a cooperação para a recuperação de somas de dinheiro desviado dos países e a criminalização do suborno, lavagem de dinheiro e outros atos de corrupção. Infelizmente não é só na Fifa que prolifera a desonestidade. É com pesar que vemos no Brasil a improbidade, a falcatrua, a propina com o status de “normalidade”. Na suposta pátria do “Evangelho” se observa a crise que desafia o otimismo de cartolas [4], políticos e eleitores. Estamos assistindo a uma enxurrada de denúncias, que vão desde o chamado caixa 2 de campanha política, até a compra de votos para aprovar projetos importantes na área governamental. 

    Nos noticiários descobrimos que os governantes brasileiros não conseguem viver longe da corrupção, ela está institucionalizada. O noticiário político é um oceano de lodo; na área econômica, irrompem golpes dos mais variados tipos, com prejuízos globais em cifras de bilhões de reais. A desonestidade fincou raízes e chegou ao seu cume ante os comportamentos maquiavélicos na administração do Estado. Os nossos governantes, ao defenderem a falácia de que os fins são justificados pelos ilegítimos meios, têm contaminado a coletividade, pois a sociedade se espelha e justifica seus vícios morais nas tramoias dos governantes.

    Diante da constrangedora deterioração da ética, da malversação do dinheiro público, do absoluto aparelhamento de todas instâncias (tribunais de justiça e câmaras legislativas), com enfoque na sustentação da impunidade, brotou no cenário brasileiro uma espécie de escárnio do povo, ganhando espaços preciosos o acovardamento e a omissão generalizada. Estamos atravessando o apogeu de um ciclo desmoralizante que a tudo e a todos tem atingido com a alienação emocional de uma sociedade indolente e visivelmente doente. 

    Porém nem tudo está perdido nestas área tupiniquins. Há exemplos de cidadãos brasileiros que não se envergonham de trabalhar em patamares de honradez e honestidade. Pessoas simples do povo, que ao acharem objetos perdidos como celulares, carteiras, bolsas, cheques devolvem aos seus legítimos donos quando poderiam valer-se do famigerado “achado não é roubado” e “tirar vantagem”, mas não o fazem; Gente simples que devolve altas quantias em dinheiro encontradas em pastas, bolsas ou caixas aos donos ou às autoridades. 

    Os filhos desta abençoada Pátria não podem se ajoelhar diante da putrefação moral e da corrupção que sangra o suposto coração da suposta nação do Evangelho. Urge orar, exorar a Jesus pedindo-lhe que interceda a favor dos bons cidadãos de hoje e das futuras gerações de brasileirinhos. [5]

    Notas e referências bibliográficas:

    [1] Lc.12:2, Mt.10:26. Mc.4:22,Lc.8:.Jo.7:4
    [2] Mt 18:7
    [3] Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, adotada pela Assembleia-Geral das Nações Unidas em 31 de outubro de 2003 foi assinada pelo Brasil em 9 de dezembro de 2003
    [4] Diretores de clubes esportivos
    [5] Hessen, Jorge. Artigo publicado em http://aluznamente.com.br/exaltemos-a-brasilidade-verde-amarela-na-patria-do-evangelho/

    terça-feira, 9 de junho de 2015

    CONEXÕES SOLIDÁRIAS (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    .
    Christian McPhilamy, um garoto de 8 anos, de Melbourne, na Florida, EUA, decidiu deixar os cabelos crescerem a fim de fazer perucas para crianças com câncer. McPhilamy teve a ideia há alguns anos, assistindo a um comercial de câncer pediátrico. Na ocasião descobriu que as crianças ficavam carecas com a quimioterapia e que poderia ajudá-las doando os próprios cabelos. Para isso, deixou seus cabelos crescerem. Ficou tão cabeludo que começou a sofrer bullying na escola, todavia, suportou as críticas e o assédio moral. Foram dois anos de provocações de colegas e adultos que o chamavam de menina. Quando as madeixas já estavam bem longas, ele raspou a cabeça e doou 30 centímetros de cabelos a uma instituição que faz perucas gratuitas para cancerosos.
    Por falar nisso, no Irã, o professor Ali Mohammadian percebeu que Mahan Rahimi, de oito anos, um dos seus alunos, era portador de uma doença rara que provoca a perda dos cabelos. Rahimi ficou muito isolado depois de ter ficado careca, sua alegria desapareceu completamente e o professor, preocupado com desempenho escolar do menino por causa do bullying, decidiu raspar a cabeça e ficar careca como o menino a fim de dar um basta às agressões verbais e físicas que Mahan sofria no colégio. Alguns dias depois, inspirados pelo professor, todos os colegas de turma de Mahan decidiram raspar o cabelo também, gerando uma onda de solidariedade que surpreendeu a todos. A corajosa atitude do professor foi amplamente divulgada nos meios de comunicação do Irã e Ali Mohammadian tornou-se um herói nacional.
    Quando visitamos o doente no leito de um hospital, quando estendemos às mãos ao preso no cárcere, quando expedimos um cartão de “feliz aniversário” para um amigo, quando doamos o farnel de cesta básica para a família carente, quando telefonamos para alguém que não vemos há muito tempo, quando prestamos atenção no próximo, estabelecemos um vínculo solidário.
    Obviamente, a solidariedade é uma palavra que assombra os individualistas, porque inflige a mobilização de recursos em favor do próximo, porém gostem ou não é a lei da assistência mútua e da dependência recíproca, sem a qual todo progresso, no planeta, é praticamente impossível. A Lei que rege as relações sociais impulsiona o homem à solidariedade e ao amor, fagulha sublime que todos, sem exceção, têm no coração, haja vista que um homem, por mais abominável que seja, vota a alguém, a um animal ou a um objeto qualquer, viva e ardente afeição.
    Allan Kardec indagou aos Espíritos se “o homem, ao buscar a sociedade, obedece apenas a um sentimento pessoal ou há também nesse sentimento uma finalidade providencial de ordem geral? Os Benfeitores esclareceram: O homem deve progredir, mas sozinho não o pode fazer porque não possui todas as faculdades; precisa do contato dos outros homens. No isolamento, ele se embrutece e se estiola”.[1]
    Ser solidário é sentir necessidade íntima de dividir algo ou alguma coisa com o próximo. A solidarização é o anseio de identificação com as dificuldades dos outros, que leva as pessoas a se auxiliarem mutuamente. É o compromisso pelo qual nos percebemos no comprometimento de ajudar-nos uns aos outros. Sem o devido culto à solidariedade nossos passos, por mais firmes, não surpreenderiam à frente senão intranquilidade e agitação, discórdia e destruição. Tudo é interdependência e sustentação recíproca em toda natureza, para que desfrutemos a experiência da existência física rumo a nobre elevação à imortalidade vencedora.
    Em Devon, Inglaterra,  a senhora  Molly-Mole Povey, preocupada com seu filho Roman que reclamou não ter amigos na escola, deliberou postar uma mensagem no Facebook solicitando às pessoas que almejassem um“feliz aniversário” ao filho. A mensagem de Molly “viralizou”[2] e centenas de cartões chegaram à casa da família, até mesmo de lugares distantes como Nova Zelândia, Dubai, Finlândia, Dinamarca, Egito, Noruega, Alemanha e Austrália. Na verdade , Molly-Mole aguardava apenas que algumas pessoas da escola dessem um cartão “virtual” a seu filho, mas (o post) foi muito compartilhado  e as pessoas do mundo inteiro  se ofereceram para enviar cartões de “boas festas”. Isso é prova cabal que o ser humano tende à solidariedade.
    Aristóteles, o filósofo grego, afirmou que “o homem é um animal social”, isto é, ele não basta a si mesmo, pois (re)nasceu para interagir com o seu semelhante. Emmanuel ensina que a Terra deve ser considerada escola de solidariedade para o aperfeiçoamento e regeneração de todos nós. “Na dor como na alegria, no trabalho feliz como na experiência escabrosa devemos considerar a reencarnação um processo de sublime aprendizado fraternal, concedido por Deus aos seus filhos, no caminho do progresso e da redenção.”[3] Todavia, diversas criaturas, de um modo geral, ainda têm muito da tribo, encontrando se encarcerados nos instintos propriamente humanos, na luta das posições e das aquisições, dentro de um egoísmo quase feroz, como se guardassem consigo, indefinidamente, as heranças da vida animal. “A fraternidade [solidariedade]conquista uma nova expressão no íntimo da criatura, a fim de que o Espírito possa alçar o grande voo para os mais gloriosos destinos.” [4]
    Fraternidade [solidariedade] pode traduzir-se “por cooperação sincera e legítima, em todos os trabalhos da vida, e, em toda cooperação verdadeira, o personalismo não pode subsistir, salientando-se que quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando o testemunho de abnegação, sem a qual a fraternidade não se manifestaria no mundo, de modo algum.” [5]
    Dentro dos autênticos manifestos cristãos, nasce a solidariedade, que só pode ser exercida pelos que não vivem somente para si. Atendamos aos impositivos da solidariedade e compreendamos que a Lei Divina, em tempo algum, nos sugere isolamento que, na verdade, é sempre egoísmo, ainda mesmo quando nos ausentemos da batalha humana, sob a argumentação de cultivar a virtude e garantir a fé.
    Observemos que a própria família consanguínea é uma ordem de auxílio mútuo. Ninguém reencarna sem o desvelo do berço e o berço é sucessivamente o desvelo de mãe, o arrimo do pai a desfazer-se em disposições de paz e luz. A solidariedade é uma atitude que tem uma função preponderante nesta batalha travada pelo homem contra si próprio. Alguns infelizmente permanecem  sob o jugo da solidão, do estar em si mesmo, no seio de um agrupamento de sete bilhões de pessoas. Ser solidário é acudir incondicionalmente os que carecem de ajuda. Não podemos cair na vala profunda do egoísmo, ou seja a vala que a experiência já demonstrou não ser tapada por bens materiais. Um buraco que só pode ser preenchido por uma vida honrada, cujo desígnio básico é ser solidário , pelo simples prazer de sê-lo.

    Nota e referências bibliográficas:
    [1]            KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos, RJ: Ed. FEB, 2000, perg. 768:
    [2]           Espalhar(-se) de maneira a criar um efeito semelhante ao de um vírus.
    [3]           XAVIER, Francisco cândido. O Consolador, ditado pelo espirito Emmanuel , RJ: Ed. FEB, 2002,
    [4]           idem

    [5]           idem

    segunda-feira, 1 de junho de 2015

    INCORRUPTOS?????????


    Jorge Hessen


    Quando o corpo físico morre, decompõe-se mormente em face da humidade, da temperatura e a presença de microrganismos. O processo costuma ser sempre o mesmo: primeiro, ocorre a autólise, quando as células param de se oxigenar e o sangue é invadido por dióxido de carbono. O pH diminui e dejetos acumulados envenenam e destroem as células. Depois, enzimas “quebram” essas células, provocando a necrose fazendo o corpo “apodrecer” de dentro para fora.

    Esse é o curso natural para a maioria dos corpos físicos, no entanto há muitas exceções, pois existem cadáveres que não se decompõem totalmente. E quando ocorre tal fenômeno os cadáveres são absurdamente santificados e/ou reverenciados. Há relatos de corpos que não “apodreceram” e são encontrados intactos durante as exumações (após os períodos naturais de sepultamento) e tais relatos  são frequentes o suficiente para não poderem ser classificados como casos atípicos.

    Não obstante, os princípios que governam o “apodrecimento” dos corpos serem complexos e não compreendidos em seu conjunto, seguramente no futuro a ciência esclarecerá os enigmas da corrupção e incorrupção [1]. Para certas crenças a incorruptibilidade é um “milagre” não resultante de embalsamento, nem mumificação. Superstições à parte, em verdade os corpos embalsamados e mumificados apresentam características facilmente reconhecíveis pela ciência. Quanto aos cadáveres incorruptos urge desvendarmos as mais profundas funções do magnetismo, e especialmente abarcarmos as performances do fluido vital nas estruturas orgânicas.

    As mumificações ou preservações de corpos também ocorrem por processos naturais não apenas com humanos mas também com as mais variadas formas de vida - de microrganismos ou plantas unicelulares até mamutes ou mesmo árvores inteiras - como demonstram a miríade de fósseis de tecidos moles já encontrados e catalogados.

    Cerca de 500 anos atrás, uma mocinha inca de 15 anos de idade foi levada até as íngremes montanhas argentinas e assassinada num sacrifício religioso com forte golpe na cabeça, sendo deixada sentada com suas roupas e objetos cerimoniais. As baixas temperaturas e o ar quase rarefeito dos Andes preservaram o estado do seu corpo durante séculos, até sua descoberta em 1999. Eis aí um caso natural de preservação do corpo.

    Por outro lado, há casos não menos curiosos como o de Rosália Lombardo, uma menina italiana que morreu 87 anos atrás, com apenas 2 anos de idade. O seu corpo permanece intacto com o rosto delicado dentro de um caixão coberto com um suporte de mármore nas “Catacumbas dos Capuchinhos de Palermo”. [2] Porém, Rosália foi embalsamada pelo Dr. Alfredo Solafia, que usou um processo secreto nunca divulgado antes de sua morte.

    Sabemos que a mumificação de cadáveres não é uma novidade, até porque os antigos egípcios empregaram técnicas (ainda desconhecidas) para preservação de defuntos. Descreve o Espírito Emmanuel que os antigos papiros nos discorrem sobre as avançadas ciências “ocultas” nesse sentido e, através dessas fontes, podem os egiptólogos modernos reconhecer que os iniciados [egípcios] sabiam da existência do corpo espiritual preexistente [períspirito], que organiza o mundo das coisas e das formas. “Seus conhecimentos a respeito das energias solares com relação ao magnetismo humano eram muito superiores aos da atualidade. Desses conhecimentos nasceram os processos de mumificação dos corpos, cujas fórmulas se perderam na indiferença e na inquietação dos outros povos. [3]

    Para o mentor de Chico Xavier os faraós eram iniciados e detinham muitos poderes “espirituais” e muitas informações ocultas das ciência secretas. “É por isso que a sua desencarnação provocava a concentração mágica de todas as vontades, no sentido de cercar-lhes o túmulo de veneração e de supremo respeito. Esse amor não se traduzia apenas nos atos solenes da mumificação - também o ambiente dos túmulos era saturado por um estranho magnetismo [4] e nessas saturações magnéticas, que ainda aí estão a desafiar milênios, residem as razões da tragédia amarga de Lord Carnarvon, o patrocinador das escavações que descobriram a tumba secreta do faraó Tutankhamon e um dos homens que lá entraram. Sua morte, ocasionada por uma infecção após ser picado por um inseto foi atribuída à maldição contra os que incomodam “o sono de um faraó”, a exemplo de outras tragédias ocorridas com os que participaram daquela excursão.

    Referências bibliográficas:


    [1]            Incorruptibilidade é a crença de que a intervenção sobrenatural (de Deus) permite que alguns corpos humanos não passem pelo processo normal de decomposição após a morte. No Catolicismo Romano, se um corpo permanece incorrupto após a morte, isso significa, geralmente, que a pessoa é um ‘santo’ ou uma ‘santa’, embora não se espere que todos os santos e santas tenham o corpo incorrupto.

    [2]            Uma espécie de museu de múmias

    [3]            Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, O Egito, ditado pelo espírito Emmanuel , RJ: Ed. FEB 1999

    [4]            Idem

    terça-feira, 26 de maio de 2015

    A DOR É EFEITO DE NOSSAS AÇÕES, PORTANTO NÃO EMANA DE DEUS (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen

    Se compreendêssemos melhor os mecanismos da Lei de ação e reação evitaríamos infortúnios, ambições e desonras que, definitivamente, não estariam em nosso roteiro, seríamos mais comedidos nas ações diárias. Precisamos refletir a Lei de causa e efeito com o máximo discernimento, a fim de nos conscientizarmos sobre a sua imposição rígida e fatal, que desfere tanto reparações chocantes, quanto gratificações surpreendentes, sempre, justas, judiciosas e controladas, as quais expressam a resposta da Natureza, ou da Criação, contra a desarmonia constituída ou submissões aos códigos divinos em seus suaves aspectos.

    “Quão severa e temível é a lei que rege os destinos da Criação! Os homens terrenos precisam ser avisados destas impressionantes verdades, a fim de que melhor se conduzam durante as obrigatórias travessias das existências.”[1] A Lei de ação e reação ou causa e consequência também popularizada como Lei do “carma” [2], conhecida desde às civilizações mais antigas. 

    Ninguém está sujeito ao império aleatório do “acaso”, pois este não existe. A casualidade não tem espaços nos dicionários espíritas, portanto não traz poder capaz de reger nossos destinos. É a Lei do “carma”, Lei de “causa e efeito” ou a Providência divina, que tudo ordena, corrige e atua, interferido tanto nas dimensões infinitesimais do microcosmo, como na imensidade colossal do macro universo. Tal divino ditame objetiva exclusivamente administrar o aprimoramento incessante de todas as coisas e seres que estruturam a harmonia da Lei do Criador.

    A Lei de causa e efeito tonifica a contabilidade divina com o seu saldo credor ou devedor para conosco. Os altivos regulamentos do Pai demonstram que “a semeadura é livre, mas a colheita obrigatória”, e “a cada um será dado conforme as suas obras”, portanto, não permitem exceções a ninguém, mas ajustam as criaturas à disciplina individual e coletiva, tão necessárias ao equilíbrio e harmonia da Humanidade.

    O principal meio de modificar para melhor o chamado “carma” ou conta do destino criada por nós mesmos reside no controle dos nossos desejos, pensamentos, palavras e ações, pois, à medida que nos melhorarmos, reduziremos ou modificaremos os débitos do passado e criaremos um novo “carma” para o futuro.

    Sofremos após a desencarnação os resultados de todas as imperfeições que não conseguimos corrigir na vida física. A Lei divina institui que felicidade e desdita sejam reflexos naturais do grau de pureza ou impureza moral. A completa felicidade reflete a purificação completa do Espírito, enquanto a imperfeição causa sofrimento e privação de alegria. Portanto, toda perfeição alcançada é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos. 

    Pela justiça de Deus sofremos não apenas pelo mal que fizemos mas pelo bem que deixamos de fazer seja na Terra ou no Além-túmulo. O sofrimento (expiação) varia segundo a natureza e gravidade da falta, podendo a mesma falta produzir expiações distintas, segundo as circunstâncias, atenuantes ou agravantes, em que for cometida. Para a Codificação espírita não há regra absoluta nem uniforme quanto à natureza e duração da penalidade: - a única lei geral é que toda falta terá punição, e todo ato meritório terá gratificação, segundo o seu valor. 

    Em face do livre arbítrio somos sempre juízes do próprio destino, podendo delongar os sofrimentos pela persistência no mal, ou atenuá-lo e até anulá-los pela prática do bem. Um dos mecanismos que suavizam o sofrimento é a contrição. Entretanto não nos basta o arrependimento, pois são imprescindíveis a expiação e a reparação. Allan Kardec explana o seguinte: “arrependimento, expiação e reparação constituem as três condições necessárias para aplacar os traços de uma falta e suas implicações. O arrependimento suaviza os amargores da expiação, abrindo pela esperança o caminho da reabilitação; só a reparação, contudo, pode anular o efeito distraindo-lhe a causa. Do contrário, o perdão seria uma graça, não uma anulação.”[3] 

    O arrependimento pode dar-se por toda parte e em qualquer tempo; se for tarde, porém, o culpado sofre por mais tempo. Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal. A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Em que pese a diversidade de gêneros e graus de sofrimentos dos Espíritos imperfeitos, a Lei de Deus estabelece que o sofrimento seja inerente à imperfeição. 

    Toda imperfeição, assim como toda falta dela decorrente, traz consigo a própria punição nas consequências naturais e inevitáveis. Assim, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta ou indivíduo. Podendo todo homem libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade. A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina. [4]

    Referências bibliográficas:

    [1] Pereira, Ivone. Dramas da Obsessão, ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, RJ: Ed. FEB, 2004

    [2] Expressão hinduísta exprimindo o efeito que nossas ações geram no futuro (tanto nesta como em outras encarnações) 

    [3] Kardec, Allan. O Céu e o Inferno, As penas futuras segundo o espiritismo, seção: código penal da vida futura, RJ: Ed. FEB 1977

    [4] Idem

    segunda-feira, 18 de maio de 2015

    ENTREVISTA COM O PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA

    A Federação Espírita Brasileira (FEB) elegeu no dia 21 de março de 2015 o novo presidente, trata-se do companheiro Jorge Godinho Barreto Nery(foto), membro efetivo do Conselho Superior da instituição.
    Jorge Godinho presidiu o Centro Espírita Léon Denis, no Rio de Janeiro, na década de 1970. Profissionalmente, serviu por 48 anos à Força Aérea Brasileira (FAB), em que atingiu o posto de Tenente Brigadeiro, atualmente na reserva.
    O presidente eleito discorre sobre vários assuntos, alguns deles claramente polêmicos(*), conforme a entrevista abaixo publicada NA ÍNTEGRA.


    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Os princípios institucionalizados (burocratizados) da Unificação inibem o ideário da “UNIÃO” espontânea entre os espíritas? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - O ideário da União, como afirmado, é espontâneo,  ou seja, é opção da livre determinação do ser humano, especificamente, dos espíritas. Desta forma, cada um de nós expressamos este sentimento por opção, mas Jesus, nosso Mestre e Guia, convida aos que desejam ser seus discípulos à prática desse ideário da UNIÃO, quando nos recomenda: “Meus discípulos serão reconhecidos por muito se amarem.” Se auguramos ser discípulos do Cristo, então, o ideário de “UNIÃO” será mantido em qualquer circunstância.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - O modelo federativo é importante, porém boa parte dos dirigentes de casas espíritas nem sempre valorizam as ações dos órgãos de Unificação, atribuindo-lhes caráter meramente administrativo, burocrático, com pouco sentido prático. Considerando a sua experiência doutrinária, quais as ações que pretende desenvolver para aproximar a FEB das casas Espíritas?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Antes, ressalto que a organização federativa não é só importante, é o programa ideal da Doutrina Espírita no Brasil. É para a grande obra de unificação que a FEB envida todos os seus esforços, objetivando a vitória de Ismael nos corações. Entretanto, respeitando a livre determinação individual, procuraremos sempre atenuar o vigor das dissensões esterilizadoras, para nos unirmos na tarefa impessoal e comum de educar o pensamento do homem no Evangelho. 

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - O “Pacto Áureo” ainda pode ser avaliado como o grande marco da Unificação? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - É o Pacto Áureo a expressão mais lúcida de entendimento e concórdia entre  os espíritas, que podem divergir nas discussões das ideias, mas que não devem fazer da divergência motivo de discórdia, intolerância e incompreensão. O Pacto Áureo veio compatibilizar a vivência da Doutrina dentro do princípio da liberdade, sem jamais deixar de considerar o amor fraterno, a união e a Unificação. Ele foi e será sempre o grande marco da Unificação que consolidou os esforços iniciais de Bezerra de Menezes.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - O livro inspirador do “Pacto” -“Brasil coração do mundo...” conseguirá “UNIR” o Movimento Espírita Brasileiro ? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - O Livro “Brasil coração do mundo, pátria do evangelho” veio esclarecer as origens remotas da formação da Pátria do Evangelho com informações colhidas nas tradições do mundo espiritual e se destina a explicar a missão do Brasil no mundo moderno. Dessa forma, quando folheamos suas belas páginas e verificamos que o Brasil está destinado a suprir as necessidades materiais dos povos mais pobres do planeta e a facultar ao mundo inteiro uma expressão consoladora de crença e fé raciocinada fica a dedução lógica de que essa tarefa não pode ser uma obra individual ou de personalismos incabíveis, mas daqueles que se propõem a estarem unidos e unificados no Evangelho do Senhor. (*)

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Quais os grandes desafios vistos para o Movimento Espírita Brasileiro? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Consolidar a manutenção da União e da fraternidade.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Diante da clara divisão que existe no Movimento Espírita, muitas vezes manifestada em posturas emocionalizadas e radicais, como a FEB deve conduzir objetiva  e publicamente o tema Roustaing? Que iniciativas faltam para apaziguar ânimos? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Não devemos esquecer que no Capítulo 22 do Livro “Brasil Coração do mundo pátria do evangelho”,  o espírito Humberto de Campos narra que Jesus destacou um dos Seus grandes discípulos, Allan Kardec, para vir à Terra com a tarefa de organizar e compilar ensinamentos que seriam revelados, oferecendo um método de observação a todos os estudiosos do tempo e que o grande missionário, no seu maravilhoso esforço de síntese, contaria com a cooperação de uma plêiade de auxiliares da sua obra, designados particularmente para coadjuvá-lo, nas individualidades de João Batista Roustaing, que organizaria o trabalho da fé; de Léon Denis, que efetuaria o desdobramento filosófico; de Gabriel Delanne, que apresentaria a estrada científica e de Camille Flammarion, que abriria a cortina dos mundos, desenhando as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardeciana no Velho Mundo e dilatando-a com os necessários complementos. (*)

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - As obras de Roustaing permanecerão sendo republicadas? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Sim. Jamais a FEB deixou de publica-las, desde a sua primeira edição. Não podemos olvidar que Allan Kardec, dentro da lucidez e do espírito de grandeza que o caracterizam afirmou: proibir a leitura de um livro é dar mostras de que o tememos. A Doutrina Espírita é, por natureza, a doutrina da liberdade, da livre-escolha, nada impõe, nada proíbe. O apóstolo Paulo já recomendava em seu tempo: lede tudo e retende o que for bom. (*)

    Jorge Hessen(“A luz na mente”)-Como a Casa-Mater do Espiritismo deve enfrentar e proceder ante a proliferação de livros “doutrinários” de conteúdos confusos, especialmente pela Internet? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - De acordo com o Evangelho. Respeitando, a liberdade de pensar e de agir, já que cada um é responsável pelos seus atos e pela sua administração.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Considerando que sobre a FEB repousam muitas esperanças, mas também expectativas, como atuará para se aproximar dos espíritas carentes e pouco instruídos na educação formal, dado que representam expressivo estrato da sociedade brasileira? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Pelo trabalho exercido com humildade e amor, na ação pacífica de educação das criaturas na prática genuína do bem e no exercício da caridade como entendia Jesus, conforme expresso na questão nº 886 de O Livro dos Espíritos: "Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas".

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - A inclusão digital apresenta-se como meio propício para que os conteúdos das obras básicas e obras complementares, veiculados pela internet, a fim de que cheguem aos espíritas carentes com evidentes benefícios. Como a FEB poderia auxiliar os Centros Espíritas de periferia nessa questão?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Disponibilizando o acesso a essas obras pelas mais variadas mídias e meios de comunicação existentes e apoiando o Movimento espírita nas ações de auxílio e apoio aos Centros Espíritas.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Será que livros gratuitos na internet gerariam impacto financeiro, em se tratando de uma prática comum atualmente?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - É um tema a ser apreciado. Esta iniciativa a FEB já tomou quando disponibiliza obras para download em seu portal. 

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Será que os livros virtuais não dariam maior visibilidade ao portal da FEB, ou seja, não tornaria o site uma robusta ferramenta de divulgação da Nova Luz para o mundo? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Este é um assunto em estudo na FEB e que merece atenção, porque vem ao encontro da sua finalidade: estudar, vivenciar e divulgar a Doutrina Espírita. Para maiores esclarecimentos, a FEB já mantém um catálogo de e-books de mais de 120 títulos, que será ampliado a cada semana, com a disponibilização de outros títulos, como forma alternativa de acessibilidade ao conteúdo espírita. 

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Allan Kardec comenta no item 334, cap. XXIX, d´O Livro dos Médiuns, que a formação do núcleo da grande família espírita um dia consorciaria todas as opiniões e uniria os homens por um único sentimento: o da fraternidade. Estaria aqui o Codificador formulando alguma programação doutrinária visando à unidade dos espíritas por intermédio de instituições colegiadas?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Entendo que o Codificador, nesse ponto, traz o cunho da caridade cristã, ao alertar os espíritas desejosos de se instruírem e vivenciarem os ensinos dos Espíritos a se unirem pelo sentimento de fraternidade, formando um núcleo da grande família espírita pelos laços da caridade.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Na condição de recém-eleito presidente da FEB, considerando o desígnio da “UNIÃO”, e compreendendo que vários membros do CFN tinham a esperança da reeleição do Antônio Cesar Perri, quais as estratégias a serem adotados visando asserenar e aglutinar tais membros do CFN?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Paciência e serenidade; humildade e amor; sacrifício e devotamento; paz e resignação.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - A saída do ex-presidente da FEB comprometerá a coordenação do projeto do CEI? Os novos dirigentes estão em sintonia com o trabalho que o CEI vem realizando?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - As instituições permanecem com seus objetivos e finalidades, as pessoas são transitórias e, portanto, os novos dirigentes conscientes desta realidade procurarão a sintonia com o trabalho que vem sendo desenvolvido.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - O irmão pretende partilhar com a comunidade espírita, na forma de consultas, audiências ou outros canais de comunicação, com o intuito de colher subsídios para tratar de matérias e temas importantes para o Movimento Espírita, além, obviamente, dos canais e mecanismos formais já existentes?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Estaremos sempre abertos às contribuições que tratem de temas importantes emanadas de todos aqueles que desejam traze-las pessoalmente ou por intermédio dos meios disponíveis de comunicação. 

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Como a FEB deve administrar as questões filosóficas e científicas dos fenômenos metafísicos junto às academias e a outras fontes de conhecimento da atualidade? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Não interferindo, nem cerceando a liberdade de pensar e agir de quem quer que seja.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Com o crescente surgimento dessas entidades especializadas (Associação espírita de médicos, juízes, jornalistas, psicólogos etc.) como deve se posicionar a FEB, considerando o aspecto restritivo e até elitista dessas entidades? Aceitar e incentivar, acreditando que se trata de um evento imprescindível?

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Quanto a este aspecto a FEB tem posição clara e definida em seu Estatuto ao contemplar dispositivo que abriga as entidades especializadas de âmbito nacional no Conselho Federativo Nacional – CFN, e, como decorrência do crescente aumento, aprovou, em 2014, a criação do Conselho Nacional das Entidades Espíritas Especializadas da Federação Espírita Brasileira – CNE-FEB, como órgão de apoio técnico ao Movimento Espírita Brasileiro.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Numa sociedade mercadológica/mercantil em que eventos espíritas “grandiosos” e pagos em geral se apresentam em números cada vez maiores, qual deve ser a atitude da FEB? 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - A de prudência e respeito, sem conivência, mas orientada pelo Evangelho.

    Jorge Hessen (“A luz na mente”) - Suas palavras finais. 

    Jorge Godinho (“Presidente da FEB”) - Agradeço a oportunidade, desejando que estejamos sempre irmanados numa doce aliança de fraternidade e paz inabaláveis sob o amparo de Ismael e de Jesus.

    (*) Nota do entrevistador: a posição do atual presidente da FEB no tocante à obra de Roustaing, s.m.j., não é aprovada pela ampla maioria dos espíritas brasileiros que a conhece e sequer é adotada pelo Conselho Federativo Nacional da FEB e pelo Conselho Nacional de Entidades Especializadas da FEB.

    domingo, 17 de maio de 2015

    A marcha ascendente dos antepassados do homem (JORGE HESSEN)

    JORGE HESSEN
    jorgehessen@gmail.com
    Brasília, Distrito Federal (Brasil)









    (*) Artigo publicado na Revista "O Consolador"
    Link http://www.oconsolador.com.br/ano9/414/especial.html



    Será que os chamados homens da “caverna” tinham consciência íntima? “Pesquisadores da Universidade de York descobriram que o homem de Neanderthal nutria um grande sentimento de compaixão. A conclusão adveio através das evidências arqueológicas e da observação sobre o modo como as emoções emergiram em nossos antepassados há seis milhões de anos, quando o ancestral comum dos homens e dos chipanzés vivenciou o despertar dos primeiros sentimentos. Para os arqueólogos, cerca de 1,8 milhão de anos atrás, o Homo erectus integrou o sentimento de compaixão com o pensamento racional através de ações como cuidar dos doentes e dedicar atenção especial aos mortos, demonstrando luto e desejo de suavizar o sofrimento alheio.”(1)



    Cremos que as sepulturas datadas da era paleolítica comprovam já haver naquele período uma crença na vida após a morte e no poder ou influência dos ancestrais sobre a vida cotidiana do grupo familiar. Os integrantes do clã obrigavam-se a praticar ritos em homenagem a seus mortos pelo temor a represálias ou pelo desejo de obter benefícios, ou ainda por considerá-los seres divinizados.


    Questão instigante é como o primata se tornou hominídeo. A resposta é ainda uma incógnita. Ainda não foi encontrado o "elo perdido", a espécie biológica que represente essa transição. “Pode-se dizer que, sob a influência e por efeito da atividade intelectual de Espíritos mais adiantados [que os antropoides], o envoltório se modificou, embelezou-se nas particularidades, conservando a forma geral do conjunto. Melhorados os corpos, pela procriação, deu-se origem a uma espécie nova, que pouco a pouco se afastou do tipo primitivo, à proporção que o Espírito progrediu.”(2)

    Allan Kardec explica que "desconhecemos a origem e o modo de criação dos Espíritos; apenas sabemos que eles são criados simples e ignorantes, isto é, sem ciência e sem conhecimento, porém perfectíveis e com igual aptidão para tudo adquirirem e tudo conhecerem”.(3) O Espírito André Luiz argumenta que “para alcançar a idade da razão, com o título de homem, dotado de raciocínio e discernimento, o ser automatizado em seus impulsos, no caminho para o reino angélico, despendeu nada menos que um bilhão e meio de anos”.(4)

    Muitas das transformações que se verificaram no “homo” foram promovidas em suas estruturas perispirituais, entre uma existência e outra (ou seja, na dimensão espiritual). Os Espíritos construtores, sob a supervisão do Cristo, retocavam, em vezes sucessivas, as formas perispiríticas, e estas alterações criariam o campo magnético para as futuras mutações. Experiências múltiplas, no patrimônio genético dos nossos antepassados, coordenadas por geneticistas siderais, foram modelando aquelas formas que deveriam persistir até os tempos atuais. A seleção natural se incumbiria de fazer desaparecer as formas primitivas inaptas. 

    Linhagem definitiva para todas as espécies 

    Conforme afirma Emmanuel, atualmente a ciência procura os legítimos antepassados das criaturas humanas nessa imensa vastidão da arena da evolução anímica. “No período terciário(5), sob a orientação das esferas espirituais, notavam-se algumas raças de antropoides, no Plioceno inferior [de 5,3 milhões a 1,6 milhão de anos]. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo, tiveram a sua evolução em pontos convergentes, e daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e o do chimpanzé da atualidade.”(6)

    Para o autor de “Renúncia”, não houve propriamente uma "descida da árvore" no início da evolução humana. “As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande maleabilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo de seu acrisolamento, em marcha para a racionalidade.”(7)

    Os antropoides das cavernas espalharam-se então aos grupos pela superfície do globo, no curso vagaroso dos séculos, sofrendo as influências do meio e formando os pródromos das raças futuras em seus tipos diversificados; a realidade, porém, é que as entidades espirituais auxiliaram o homem do sílex, imprimindo-lhe novas expressões biológicas.

    Os milênios correram o seu toldo de experiências drásticas sobre a fronte desses seres de “braços alongados e de pelos densos, até que um dia as hostes do invisível operaram uma definitiva transição no corpo perispiritual preexistente dos homens, surgem os primeiros selvagens de compleição melhorada, tendendo à elegância dos tempos do porvir”.(8) 

    O tema da morte e “civilização” 

    O Homem só começa a ser Homem quando começa a enterrar seus mortos, diz-nos o historiador Aníbal de Almeida Fernandes, em "A Genealogia como fator básico na formação da Civilização", e conclui: É o marco divisório entre o animal e o primeiro homem, e ocorreu há cerca de 40.000 anos com o Homo Sapiens e o Homo Neanderthal, antes mesmo da agricultura, e é o início da história humana. O sentimento de cultuar os mortos foi moldado, pois, a partir de época bem remota e está sedimentado em quase todas as tendências religiosas.

    As comunidades primitivas, agropastoris, inclinadas ao culto agrícola e ao culto da fertilidade, acreditavam, originariamente, que, em sepultando seus mortos nas proximidades dos campos agrícolas, os Espíritos desses cadáveres ressurgiriam à vida com mais vigor, quais sementes plantadas em solo fértil, mas acreditavam que isso se daria como algo secreto e misterioso. Com essa crença, reverenciavam-se os mortos próximos às tumbas, com festas e, sobretudo, com muita alegria, prática que se estendeu viva em algumas culturas contemporâneas.

    Os costumes dos povos primitivos foram-se modificando devido à influência de outros, vindos, provavelmente, do Norte da África (os Iberos) e do Centro da Europa (os Celtas). Veja-se o que nos revela um dos expoentes da Doutrina Espírita: "É dos gauleses que vem a comemoração dos mortos (...) só que, em vez de comemorar nos cemitérios, entre túmulos, era no lar que eles celebravam a lembrança dos amigos afastados, mas não perdidos, que eles evocavam a memória dos Espíritos amados que algumas vezes se manifestavam por meio das druidisas e dos bardos inspirados".(9)

    Ressalte-se, aqui, que os gauleses evocavam os ancestrais mortos (divindades) nos recintos de pedra bruta.

    As druidisas (sacerdotisas) e os bardos (poetas e oradores inspirados) eram verdadeiros "médiuns" e somente eles tinham consentimento para consultarem os oráculos (na Antiguidade, resposta de uma divindade a quem a consultava). Os gauleses, portanto, não veneravam os restos cadavéricos, mas a alma sobrevivente, e era na intimidade de cada habitação que celebravam a lembrança de seus mortos, longe das catacumbas, diferentemente dos povos primitivos. 

    Advento dos forasteiros cósmicos 

    De onde vieram tais Inteligências? Elucida o Espírito Emmanuel que “há muitos milênios, um dos orbes da Capela(10), que guarda muitas afinidades com o globo terrestre, atingira a culminância de um dos seus extraordinários ciclos evolutivos. Alguns milhões de Espíritos rebeldes lá existiam, no caminho da evolução geral, dificultando a consolidação das penosas conquistas daqueles povos cheios de piedade e virtudes, mas uma ação de saneamento geral os alijaria daquela humanidade, que fizera jus à concórdia perpétua, para a edificação dos seus elevados trabalhos”.(11)

    As grandes comunidades espirituais, diretoras do Cosmos, “deliberam, então, localizar aquelas entidades, que se tornaram pertinazes no crime, aqui na Terra longínqua, onde aprenderiam a realizar, na dor e nos trabalhos penosos do seu ambiente, as grandes conquistas do coração e impulsionando, simultaneamente, o progresso dos seus irmãos inferiores. Aqueles seres angustiados e aflitos seriam degredados na face obscura do planeta terrestre; andariam desprezados na noite dos milênios da saudade e da amargura; reencarnariam no seio das raças ignorantes e primitivas, a lembrarem o paraíso perdido nos firmamentos distantes”.(12)

    A Natureza ainda era, para os trabalhadores da espiritualidade, um campo vasto de experiências infinitas; tanto assim que, “se as observações do mendelismo fossem transferidas àqueles milênios distantes, não se encontraria nenhuma equação definitiva nos seus estudos de biologia. A moderna genética não poderia fixar, como hoje, as expressões dos "genes", porquanto, no laboratório das forças invisíveis, as células ainda sofriam longos processos de acrisolamento, imprimindo-se-lhes elementos de astralidade, consolidando-se-lhes as expressões definitivas, com vistas às organizações do porvir”.(13) 

    Solidariedade selvagem? 

    Apostam os arqueólogos que no interregno de 500 mil e 40 mil anos, o sentimento evoluiu e os primeiros seres humanos, como o Homo heidelbergensis e o Neanderthal, já demonstravam compromisso com o bem-estar dos outros, o que pode ser comprovado através de uma adolescência longa e a dependência em caçar juntos. Cremos que "não somos criações milagrosas, destinadas ao adorno de um paraíso de papelão. Somos filhos de Deus e herdeiros dos séculos, conquistando valores, de experiência em experiência, de milênio a milênio".(14) Com a conquista da razão, aparecem o raciocínio, a lucidez, o livre-arbítrio e o pensamento contínuo. “Até então, o progresso tinha uma orientação centrípeta [de fora para dentro]; o ser crescia pela força das coisas, já que não tinha consciência de sua realidade, nem tampouco liberdade de escolha. Ao entrar no reino hominal, o princípio inteligente – agora sim, Espírito – está apto a dirigir a sua vida, a conquistar os seus valores pelo esforço próprio, a iniciar uma evolução de orientação centrífuga [de dentro para fora].”(15)

    Mas a conquista da inteligência é apenas o primeiro passo que o Espírito vai dar em sua estada no reino hominal. “Ele iniciou na valorosa luta para conquistar os valores superiores da alma: a responsabilidade, a sensibilidade, a sublimação das emoções, enfim, todos os condicionamentos que permitirão ao Espírito alçar-se à comunidade dos Seres Angélicos.”(16) Os sonhos premonitórios, as visões de Espíritos, a audição da voz dos mortos, inclusive nos fenômenos de voz direta, e a materialização de Espíritos foram fatos concretos, que levaram o homem primitivo à crença na continuação da vida após a morte.

    Diretamente dos médiuns neandertalenses surgiram os feiticeiros, ancestrais dos sacerdotes de todas as religiões.(17) 

    Sentimento e humanização da Terra 

    Segundo um princípio sofista atribuído a Protágoras, "O homem é a medida de todas as coisas", mas uma medida por assim dizer afetiva, sem o controle da razão. Por isso Herculano Pires afirma que “é pelo sentimento, e não pelo raciocínio, que o homem primitivo humaniza o mundo”.(18) Destarte, ficam ratificadas as teses científicas sobre o homem pré-histórico que integrou o sentimento de compaixão na síntese do pensamento racional através de ações efetivas para o outro semelhante.


    Notas e referências bibliográficas: 
    (1) Publicado na Revista Galileu disponível no site.
    (2) Kardec, Allan. A Gênese, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1997, cap. 11, "Hipótese sobre a origem do corpo humano".
    (3) Kardec, Allan. Obras Póstumas, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 1999, § 3º, 1ª Parte.
    (4) Xavier, Francisco Cândido e Waldo Vieira. Evolução em Dois Mundos, ditado pelo Espírito André                 Luiz, Rio de Janeiro; Ed. FEB, 1994.
    (5) As designações terciário e quaternário são resquícios de uma nomenclatura geológica anterior, quando eram usadas para distinguir rochas mais recentes de outras, mais antigas, classificadas então como primárias e secundárias. O terciário subdivide-se em cinco épocas: paleoceno (de 66,4 a 57,8 milhões de anos), eoceno (de 57,8 a 36,6 milhões de anos), oligoceno (de 36,6 a 23,7 milhões de anos), mioceno (de 23,7 a 5,3 milhões de anos) e plioceno (de 5,3 milhões a 1,6 milhão de anos). O período quaternário subdivide-se, por sua vez, em pleistoceno (de 1,6 milhão a dez mil anos) e holoceno ou atual (os últimos dez mil anos).
    (6) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da luz, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro; Ed. FEB, 1991.
    (7) Idem.
    (8) Idem.
    (9) Denis, Léon. O gênio céltico e o mundo invisível. Rio de Janeiro: Ed. CELD. 1995, p. 180.
    (10) Capela é magnífico Sol, inúmeras vezes maior que o nosso Sol. Dista da Terra cerca de 42 anos-luz. Conhecida desde a mais remota antiguidade, Capela é uma estrela gasosa, segundo afirma o célebre astrônomo e físico inglês Arthur Stanley Eddington, e de matéria tão fluídica que sua densidade pode ser confundida com a do ar que respiramos.
    (11) Xavier, Francisco Cândido. A Caminho da Luz, ditado pelo Espírito Emmanuel, Rio de Janeiro; Ed. FEB, 1991.
    (12) Idem.
    (13) Idem.
    (14) Idem.
    (15) Idem.
    (16) Xavier, Francisco Cândido e Waldo Vieira. Evolução em Dois Mundos, ditado pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro; Ed. FEB, 1994.
    (17) Djalma Argollo. Estudos da Mediunidade antes da Codificação Kardequianahttp://www.espirito.org.br


    (18) Pires J. Herculano. O Espírito e o Tempo, Introdução Antropológica ao Espiritismo, São Paulo: Edicel, 1979, 3ª edição.