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  • terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

    Carnaval - não há outra disposição que não seja o da abstinência espontânea do folguedo

    Carnaval - não há outra disposição que não seja o da abstinência espontânea do folguedo

    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    Não fossem os excessos de toda ordem, o carnaval, como festa de manifestação sociocultural, poderia se tornar um evento como outro qualquer. Há pessoas que buscam fazer da “festa” uma ocasião de perspectiva econômica, oportunizando empregos, abrigando menores, e isso talvez tenha lá o seu valor social. Todavia, a bem da verdade, a relação de custo-benefício do saldo da homenagem a Momo se resume em três palavras: violência, ilusão e sensualidade.
    A rigor, o que o carnaval proporciona ao Espírito? Alegria? Divertimento? Cultura? É de se perguntar: será que vale a pena pagar preço tão elevado por uns dias de insano delírio coletivo?  Muitos histéricos adoradores de Momo destroem as finanças familiares para degustar a atração efêmera de curtir três dias de completa demência. Marmanjos e donzelas se abandonam nas emboscadas viscosas das drogas lícitas e ilícitas.
    Malfeitores das escuridões extrafísicas se conectam aos apatetados fantasiados pelos invisíveis hipnotizadores dos nevoeiros umbralinos, em face dos entulhos lascivos que semeiam no mundo mental. O Espírito Emmanuel avisa: “Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. (…) Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem.” [1]
    Pactos lúgubres são preparados no além-tumba e levados a efeito nessas ocasiões em que Momo domina voraz sobre as pessoas que se consentem desmoronar na festa assombrosa. Os três dias de folia, assim, poderão se transformar em três séculos de penosas reparações.
    A princípio, o Espiritismo não estimula nem recrimina o Carnaval e respeita todos os sentimentos humanos. Porém, será que a farra carnavalesca, vista como uma manifestação popular, consegue satisfazer os caprichos da carne sem deteriorar o espírito?  Será lícito confundir “diversão” passageira com alegria essencial?
    Os cínicos foliões declaram que o carnaval é um extravasador de tensões, “liberando as energias”… Entretanto, no carnaval não são serenadas as taxas de agressividade e as neuroses. O que se observa é um somatório da bestialidade urbana e de desventura doméstica.
    Aparecem após os funestos três dias momescos as gravidezes indesejadas e a consequente proliferação de abortos, incidem acidentes automobilísticos, ampliação da criminalidade, estupros, suicídios, aumento do consumo de várias substâncias estupefacientes e de alcoólicos, assim como o aparecimento de novos viciados, dispersão das moléstias sexualmente transmissíveis (inclusive a AIDS) e as chagas morais, assinalando, densamente, certas almas desavisadas e imprevidentes.
    Não vemos, por fim, outro caminho que não seja o da “abstinência espontânea dos folguedos”, do controle das sensações e dos instintos, da canalização das energias, empregando o tempo de feriado do carnaval para a descoberta de si mesmo; o entrosamento com os familiares, o aprendizado através de livros e filmes instrutivos ou pela frequência a reuniões espíritas, eventos educacionais, culturais ou mesmo o descanso, já que o ritmo frenético do dia a dia exige, cada vez mais, preparo e estrutura físico-psicológica para os embates pela sobrevivência.

    Referência bibliográfica:
    [1]          XAVIER , Francisco Cândido. Sobre o Carnaval, mensagem ditada pelo Espírito Emmanuel, fonte: Revista Reformador, Publicação da FEB fevereiro/1987

    quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

    Um coração de mãe perante a desencarnação dos filhos (Jorge Hessen)

    Um coração de mãe perante a desencarnação dos filhos (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    Se há circunstância bastante desafiadora para o coração de mãe é ter que sepultar o próprio filho. Lorelei Go, mãe de três filhos , “perdeu” os 3 filhos para o câncer de fígado em um pequeno intervalo de 4 anos. 
    Rowden, o seu filho mais velho, foi diagnosticado com câncer de fígado em estágio 4 e desencarnou em 2014. Apenas um ano mais tarde, Lorelei Go estaria enterrando o seu filho do meio, Hasset que sofria do mesmo câncer de fígado. O filho mais novo, Hisham também foi diagnosticado com câncer de fígado e embora tenha se submetido a diversos tratamentos, incluindo uma criocirurgia experimental na China, pouco mais de dois anos após o falecimento de Hasset, Lorelei teve que sepultar o seu último filho de apenas 27 anos. 
    Conquanto Lorelei tenha experimentado um momento no qual questionou as leis de Deus, porém percebeu que aquele era um teste de fortalecimento das suas convicções. Como uma pessoa de fé, ela decidiu pensar em seus filhos em condições mais agradáveis no além tumba, e preserva a esperança do momento no qual ela poderá se reencontrar com eles. Isso, segundo ela, é o que a dá forças. Quando falou com o GMA Public affairs, Lorelei disse que sabe que tudo isso faz parte dos planos de Deus para "testar e fortalecer a minha fé", como citado pela goodtimes.my. 
    Poucos são os que estão preparados para receber a notícia de que um filho tem um câncer voraz. E muito menos para ver o filho perder a batalha para a doença. Contudo, urge que pacifiquemos a consciência em vez de nos infelicitarmos quando for dos desígnios de Deus retirar do corpo um de nossos filhos deste planeta de prova e expiação. 
    Segundo interpretações apressadas, concebemos que muitas situações chamadas de infelicidade, cessam com a vida física e encontram a sua compensação na vida além-túmulo. Emmanuel, com a nobre sensibilidade que lhe assinala o modo de ser, considera que “nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio. E acentua, convincente: “Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia. [1] 
    Em realidade, ante aqueles que demandam a Vida na Espiritualidade, o comportamento do espírita é algo diferente, ou pelo menos deve ser diferente, variando, contudo, de pessoa a pessoa, com prevalência, evidentemente, de fatores ligados à fé e à emotividade. 
    Nesses instantes cruciais do sepultamento de um filhinho o espírita chora discreto, mas se fortalece na oração. Na certeza da Imortalidade gloriosa, domina o pranto que desliza na fisionomia sofrida e busca na esperança uma das virtudes evangélicas, o bálsamo para a saudade justa. 
    O Espírita consciente nunca se entrega à desesperação. Não fraqueja ante os convites da rebeldia, porque sabe que revolta é insubordinação ante a Magna Vontade do Criador, que o espírita aprende a compreender e acolher, paradoxal e inexplicavelmente jubiloso, por dentro, vergado conquanto ao peso das mais agudas agonias. 

    Referências bibliográficas:

    [1]           PARALVA, J. Martins. O pensamento de Emmanuel, RJ: Ed FEB, 1990 



    domingo, 26 de janeiro de 2020

    Aborto, abortos....abortos

    Aborto, abortos....abortos



    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    A descriminalização do aborto está circundando descarada e sorrateiramente o nosso País. Hoje, assassinar bebê no ventre materno está totalmente descriminalizado no Uruguai, em Cuba e na Cidade do México. Na Colômbia, a Corte Constitucional determinou em 2006 que o aborto é legítimo em casos de estupro, má-formação fetal ou de riscos para a vida da mãe.
    Há países em que o aborto era totalmente ilegal, mas passou a ser aceito nos últimos anos se a mãe correr riscos ou se houver má-formação fetal (no Irã),   anencefalia (no Brasil) ou no caso de estupro (no Togo). Se a grávida corre grave risco de vida, conforme consta na questão 359 de O Livro dos Espíritos, é admissível o aborto induzido para salvar a gestante. (2) Oportuno acrescentar, com a evolução da Medicina, dificilmente se configura, hoje, uma situação dessa natureza extrema.
    Portanto, com a cautelosa exceção da gestação que coloque em risco a vida da gestante, quaisquer outras justificativas são inadmissíveis para uma grávida ou o Estado decidir pelo extermínio de um bebê no útero. Se a mulher compreendesse as implicações gravíssimas que estão reservadas para ela, certamente refletiria bilhões vezes antes de extinguir um ser indefeso no próprio ventre.
    Corinne Rocca, obstetra, ginecologista e professora  é conhecida por estar por trás de estranhíssimas pesquisas sobre aborto realizadas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. A mais recente delas foi publicada na revista Social Science & Medicine  e mostra que 95% das 667 mulheres que participaram da pesquisa afirmam que abortar foi uma decisão “segura”. (Pasmem!)
    Para Corinne, seu estudo "desmistifica" o que muitos pregam na hora de ser contra o aborto: o fato de que a mulher vai se arrepender da decisão. Rocca estruge que “por anos, alegou-se que precisamos proteger as mulheres dos danos emocionais que muitas sofrem ao fazer um aborto, mas nunca houve evidência para dizer que isso é mesmo verdade”. A pesquisadora alega que o “alívio” foi um dos sentimentos mais citados e que aparecem a longo prazo. Confesso que nunca tinha lido reportagem mais imprudente do que essa da revista Capricho. (3)
    Não nos enganemos, pesquisadores e médicos que defendem e executam o aborto nos países que já legalizaram o trucidamento do bebê no ventre materno são homicidas. Não há lei humana que atenue essa situação ante a incorrutível Lei de Deus. 
    Rocca, supostamente é apadrinhada por fundações internacionais pró-aborto, por isso instiga à prática desse hediondo crime. Sim, cremos que a sua pesquisa deva estar sendo financiada pelas poderosas clínicas de aborto que obstinadamente utilizam a grande mídia, no Brasil, para fazer apologia ao homicídio do nascituro.
    Indubitavelmente a reportagem da revista Capricho é constrangedora e irresponsável, ao apresentar a afirmativa: “Alívio” é o que a maioria das mulheres sente após o aborto, conforme pesquisas. Que paspalhice!!!
    Reflitamos com Chico Xavier sobre o tema: "os pais que cooperam nos delitos do aborto, tanto quanto os ginecologistas que o favorecem, vêm a sofrer os resultados da crueldade que praticam". (4)  Se alguns tribunais do mundo ainda condenam a prática do aborto, as Leis Divinas, por seu turno, atuam inflexivelmente sobre os que alucinadamente o provocam. Fixam essas leis no tribunal das próprias consciências tenebrosos processos de resgate que podem conduzir ao câncer e à loucura, agora ou mais tarde. (...)". (5)
    Ora o primeiro dos direitos naturais do homem é o direito de viver. O primeiro dever é defender e proteger o seu primeiro direito: a vida. Chico Xavier ainda adverte "que o aborto é um dos grandes fornecedores das moléstias de etiologia obscura e das obsessões catalogáveis na patologia da mente, ocupando vastos departamentos de hospitais e prisões."(6)  
    Sei que há desatinados “espíritas” (com aspas) invocando o “direito” da mulher sobre o seu próprio corpo, como argumento para a descriminalização do aborto. Contudo, o corpo do embrião não é o da mulher. O nascituro não é um objeto qualquer, qual máquina de carne, que pode ser desligada de acordo com interesses circunstanciais, porém um ser humano com direito à proteção, no lugar mais fantástico e sublime que Deus criou: o templo da vida, ou seja, o útero materno, contudo tem sido o lugar mais aterrorizante para a vida de um bebê.
    Não lavramos aqui condenações irremissíveis àquelas que jazem submersas no corredor tenebroso do aborto já consumado, até para que não caiam na sarjeta profunda da desesperança. Expressamos prudências, no firme intuito de iluminá-las com o farol do esclarecimento, para que enxerguem mais adiante, elegendo por trabalhar em prol dos necessitados e, sobretudo, (se possível) acolhendo filhos abandonados (órfãos) que, atualmente, aglomeram-se nos orfanatos.
    Ah! Se já erraram, não se esqueçam que com o erro se pode aprender. E ao invés de se prenderem ao remorso, consagrem a desafiadora experiência como uma adequada ocasião para o arrependimento, a expiação e a imprescindível reparação.

    Referências bibliográficas:
    1              Conforme o World Population Policies 2009, da ONU que registra o estudo realizado pela ONU e pelo Instituto Guttmacher
    2              Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. RJ: Ed FEB, 2003, perg. 359
    3              Disponível em https://capricho.abril.com.br/vida-real/alivio-e-o-que-a-maioria-da...  acesso 18/01/2020
    4              Xavier, Francisco Cândido. Leis de Amor, ditado pelo Espírito Emmanuel, SP: Ed FEESP, 1963.
    5              Peralva, Martins.O Pensamento de Emmanuel.Cap. I Rio de Janeiro: Editora FEB, 1978
    6              Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Religião dos Espíritos, ditado pelo Espírito Emmanuel. 14a edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB, 2001

    Se alguém deve um centavo não pode "fingir" que esqueceu tal dívida

    Se alguém deve um centavo não pode "fingir" que esqueceu tal dívida 




    Jorge Hessen
    Brasília-DF


    Não somos o primeiro, o único, ou o último a divulgar sobre o cortejo de práticas desonestas entre os religiosos. A mídia em geral, frequentemente, anuncia e expõe tais fatos, francamente, abomináveis e com grande repercussão negativa. Não conseguimos ver coerência numa pessoa "meio honesta", "quase honesta" ou "mais ou menos honesta". Ou se “é honesto”, ou “desonesto, não há meio termo. Seja sua palavra Sim! Sim! - Não! Não! Ensinou-nos Jesus.
    Proferimos palestras em várias casas espíritas sobre esse tema e destacamos da tribuna que o lídimo cristão é honesto em tudo que banca. Se alguém deve um centavo que seja, obrigatoriamente, tem que quitar esse débito com seu credor, por simples questão de integridade moral. Não se pode "fingir" que deslembrou tal dívida (quer seja de um centavo).
    Por elevadíssima razão é indispensável haver transparência na prestação de contas, mensalmente, com os contribuintes da casa espírita. Cremos que é simples obrigação afixar, no 'quadro de avisos' ao público, a comprovação da correta aplicação dos recursos recebidos.
    Os dirigentes que assim procedem veem patenteadas a credibilidade da instituição que administram e a pureza de suas intenções. Por outro lado, evitam-se rumores, do tipo: -"fulano (a) está cada vez mais rico (a)"; -"sicrano (a) construiu uma mansão com o dinheiro doado ao centro" e, -"beltrano (a) comprou um carro do ano, caríssimo", olhem só para isso!
    Aconteceu conosco. Certa vez , após uma palestra sobre o “incômodo” tema, houve rumores nos corredores do centro, alguns dirigentes da casa nos arremessaram saraivadas de 'chumbo grosso' pela maledicência. “Fraternalmente” proscreveram-nos da escala de oradores. Porém, tal decisão em nada nos afetou, mesmo porque isso implicaria em que admitíssemos contemporizar com as artimanhas obscuras que faziam com dinheiro dos frequentadores.
    Nos surpreendemos com as atitudes de alguns deles, desarmonizados moralmente, mas são confrades que fingem gestos de “santidade”, usam palavras “dóceis”, olhares de superioridade, julgam-se donos da verdade, determinando normas de conduta sem sustentáculo doutrinário para exemplificá-las.
    É evidente que ficamos atônitos e envergonhados quando sabemos, pela imprensa, que algumas instituições "filantrópicas" desviam recursos, emitem recibos forjados de falsas doações, etc..
    Há centros que dão, até, uma 'ajudazinha' aos confrades, driblando o Imposto de Renda retido na Fonte... imaginem!
    Instituições outras recebem, à guisa de doações, roupas, calçados, alimentos, eletrodomésticos, etc., e os dirigentes se apropriam delas, com a maior naturalidade.
    Temos conhecimento de instituições que aceitam doações, até, de objetos valiosos e que os dirigentes se apropriam dos melhores, é claro, antes de os exporem em bazares ditos "beneficentes", objetivando arrecadar fundos para obras "assistenciais". 
    Daí, indagamos: isso é fruto da “minha” imaginação?
    Será que estamos obsedados ao abordar tal assunto?
    Não, meus irmãos! Estamos completamente conscientes da responsabilidade cristã. A prudência continua sendo a nossa melhor conselheira. É imperioso salientar que nossos argumentos não estão sendo direcionados para a instituição A, B, ou C. Dirigimo-nos a todas, indistintamente, como alerta geral. 
    Difundimos esses alertas sem expor esse ou aquele grupo espírita, mas por questão de consciência ética, acreditamos que um autêntico espírita tem que ser fiel aos princípios que a doutrina estabelece e saber que HONESTIDADE é prática IMPERIOSA para todo ser humano, que dirá, para um espírita cristão?
    Portanto, que seja definitivamente esconjurado todo e qualquer subterfúgio, que tente justificar sistêmicas concessões fraudulentas, como se fossem naturais para certas ocasiões. 
    As falanges do mal de "cá" e do "além-túmulo" se organizam para obstruir muitos projetos cristãos. Os obsessores (encarnados e desencarnados) são inteligentes, organizados e vão dando um passo de cada vez, por conhecerem muito bem pontos vulneráveis dos incautos. É urgente advertir sobre a obrigatoriedade da conduta honesta para que o ideal espírita seja cada vez mais ético, transparente consoante os preceitos estabelecidos por Jesus.

    quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

    Netflix e o grupelho Porta dos fundos achincalham o Cristo e os cristãos (Jorge Hessen)

    Netflix e o grupelho Porta dos fundos achincalham o Cristo e os cristãos (Jorge Hessen)





    Jorge Hessen             
    Brasília-DF

    Paulo de Tarso escreveu aos Gálatas: "Que ninguém se iluda porque de Deus [e Suas Leis] não se zomba, aquilo que o homem semear ele vai colher." [1] Esse alerta é para o grupelho Porta dos Fundos e a Netflix porque decidiram zombar de Jesus e da religiosidade da grande maioria dos brasileiros.
    É o que está ocorrendo atualmente, como o lançamento do filmeco “A Primeira Tentação de Cristo”, previsto para a data máxima da cristandade (Natal). Na verdade, trata-se de repugnante “comédia”, para claramente zombar da venerável figura do Cristo.
    Alguns “atores-espantalhos”, jugulados por irracionais ideologias avermelhadas, fidedignos “comédias ambulantes” e desajustados consigo mesmos apostam chacotear os consagrados valores éticos, morais e religiosos dos cristãos. Notabilizado por peças de “humor pervertido” que tendem importunar a fé cristã, o tal grupelho Porta dos Fundos nunca disfarçou a aversão contra a estrutura religiosa cristã.
    Para o próximo Natal, o repugnante grupelho montou o ignóbil “filmeco”, que já está disponível no Netflix. Na sinopse desse lixo dito cinematográfico, “José” e “Maria” prepararam uma festa surpresa para “Jesus”, porém “Jesus” aparece na festa acompanhado de seu “namorado”. Na festança, um dos convidados revela ser o próprio “Deus”, e informa a missão de Jesus, o que parece contrariar os planos de Jesus que deseja gozar a vida.
    lixo cinematográfico expõe “Jesus” corrompido pelo sexo, mostrando um relacionamento homossexual d’Ele e Satanás, além de um triângulo amoroso entre “Deus”, “Maria” e “José”. Inclusive, em alguns trechos do “filmeco”, Jesus aparece tomando chá alucinógeno e se questionando sobre sua própria missão na terra.
    Será que a Carta Magna do Brasil afiança esses irresponsáveis autores o direito de se manifestarem com tais insultos? O direito constitucional à liberdade de expressão não justifica agressões morais. A Constituição não é salvo conduto para abusos e atos blasfemos, moralmente condenáveis e absolutamente desrespeitosos.
    A atitude do abominável grupelho Porta dos Fundos golpeia a liberdade religiosa e desfigura fortemente o legítimo conceito de arte. Desde que uma suposta obra dita de arte ofende seriamente a crença de uma admirável e pacata população, há um excesso sujeito à punição, porque injuria a honra da tradição cristã.
    É um lixo cinematográfico que promove intolerância religiosa camuflado de liberdade de expressão. Além do quê, a memória e imagem de Jesus devem ser respeitadas e veneradas no alcance máximo da liberdade humana.
    Portanto, é uma agressão brutal e completamente desnecessária como tantos outros desrespeitos já praticados sob a “proteção” da vilipendiada liberdade de expressão, que culmina atingindo o sentimento de todos aqueles que têm Jesus como exemplo de moral, caráter, bondade, amor, humildade.
    Que talento desprezível desse “grupelho”! Tratam, o mais supremo dos seres da criação como um "João ninguém".
    Estejam cientes, “panelinha do Porta dos fundos”, que os espíritas cristãos assentamos a Mensagem de Jesus na linguagem do amor, com as devidas explicações racionais, filosóficas e científicas. Todavia, sem abdicarmos e sem deixarmos de lado o aspecto emocional que é colocado na sua expressão mais alta, tal como o pretendeu Jesus.
    Apesar desse desrespeitoso “grupelho”, inobstante não ser a experiência humana uma estação de prazer, ainda assim continuaremos trabalhando no ministério de Jesus, recordando que, por servir ao próximo, com modéstia, sem agressões e arrogâncias, Ele foi tido por insensato e gay (pelo grupelho), infrator da lei e opositor da população, sendo indicado por essa mesma turba para receber com a cruz a gloriosa coroa de espinhos, entretanto sob a força do Amor Jesus venceu o mundo!
    Uma conveniente atitude cristã seria o boicote à Netflix, que tal?

    Referência bibliográfica:

    [1]       Gálatas 6:7

    segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

    Lei de Causa e Efeito , reencarnação e os gêmeos siameses (Jorge Hessen)

    Lei de Causa e Efeito , reencarnação e os gêmeos siameses (Jorge Hessen)



    Jorge Hessen
    Brasília-DF
    Um caso raro de gêmeos siameses causou espanto na Índia. Babita Ahirwar e seu marido, Jaswant Singh Ahirwar, já sabiam que esperavam xifópagos [1], mas o nascimento da criança fez com que os pais entrassem em choque. As duas crianças compartilhavam os mesmos órgãos internos, incluindo um só coração, porém com duas cabeças separadas. Os bebês nasceram no dia 23 de novembro de 2019. O caso é descrito como sendo dicephalus parapagus [2], tipo que engloba cerca de 11% dos casos de gêmeos siameses, de acordo com uma revisão histórica feita pelo Journal of Pediatric Surgery. [3] 

    Pela tradição, o termo siameses surgiu no século XIX, precisamente em 1811, com o primeiro caso acadêmico registrado no mundo, ocorrido com os irmãos tailandeses Chang e Eng Bunker – decorrendo daí o termo "gêmeos siameses" [4]. Os dois irmãos foram conduzidos para a Inglaterra e posteriormente para os Estados Unidos. 

    Por uma questão de programação espiritual, e nem poderia ser diferente, Chang e Eng Bunker desencarnaram em 17 de janeiro de 1874 , com poucas horas de diferença, aos 63 anos, estabelecendo um recorde de sobrevida entre os gêmeos siameses. O que nos chama atenção é o fato de que “os dois tiveram 22 filhos, que através deles geraram mais de 1.500 descendentes, a maioria deles não-gêmeos e em condições ideais de saúde.” [5] 

    Pelas leis reencarnatórias, num só corpo não há como reencarnar mais que um Espírito. Todavia, no caso dos seres xifópagos, existem dois espíritos em corpos grudados biologicamente, possuindo dois cérebros (dicéfalos), portanto são dois indivíduos e duas mentes. 

    Se na xifopagia os Espíritos forem amigos se aproximarão por afinidade de sentimentos e sentirão menos desconforto por estarem acoplados fisicamente. Todavia, nos casos dos Espíritos que afetivamente não se aturam e se repelem serão intensamente infelizes como inquilinos de corpos grudados. 

    Nestas circunstâncias reencarnatórias, quais razões induziriam as Leis de Deus consentirem tamanhas anormalidades corporais? 

    Por quais razões esses espíritos necessitam permanecerem algemados corporalmente, compartilhando vísceras e funções orgânicas, compreendendo que nada nos é mais intrínseco (íntimo) e individual que a organização física? 

    Na maior parte dos casos os xifópagos são dois espíritos comprometidos por imensos ódios, erigidos ao longo de múltiplas reencarnações, e que reencarnam nestas condições, por recomendações dos Benfeitores sem que se constitua um processo de punição divina, até porque as Leis de Deus não são punitivas elas apenas nos convidam (amorosa ou dolorosamente) para a reparação dos erros, sob às luzes misericordiosas da Lei de Causa e Efeito que funciona a fim de que nós nos resguardemos de nós mesmos. 

    Alternando-se as posições como algozes e vítimas e, igualmente, nas dimensões físicas e espirituais, compelidos por irresistível atração de ódio e desejo de vingança, tais Espíritos pela divina Lei de Atração buscam-se continuamente e culminam se reaproximando em condições comovedoras, os convidando a dividir amargamente do mesmo sangue vital e do ar que respiram. 

    Tal reencarnação dolorosa permitirá que ambos os espíritos, durante a experiência desafio no corpo carnal, ajustem os laços de união e sustentação moral, catalisando anseios de amizade, fraternidade e plausível começo de reconciliação pelo autoperdão e recíproco perdão. 

    Mesmo entre espíritos afins ou simpáticos, a experiência xifópaga deverá ser uma vivência muito desafiadora, inobstante ambos aceitarem, ou serem convidados a cumprirem a lei de amor, embora conectados biologicamente, tendo como meta diluir traumas morais do passado para robustecer a necessária reaproximação hoje delineando um amanhã mais harmonioso. 

    Muitas vezes não é possível, de imediato, dissolverem-se essas vinculações anômalas , a fim de que haja total recuperação psíquica dos infelizes protagonistas. No decorrer dos anos, a imantação se avoluma, tangendo dimensões categóricas de alteração do corpo perispiritual de ambos. A analgesia transitória, pela comoção de consciência causada pela reencarnação expiatória, poderá impactar e recompor os sutis tecidos em desarranjo da mente doente. 

    Nessas reflexões doutrinárias não há como desconsiderar que os pais são invariavelmente coparticipantes do processo, até porque são os vínculos solidários do passado que os convidam a experienciar o drama da vida atual com os filhos. Não podemos afirmar que são vítimas ingênuas de uma lei natural injusta e arbitrária. O reencontro comum pelas afinidades que atraem pais e filhos por simbiose magnética apenas retrata os lídimos mecanismos da Lei de Causa e Efeito à qual todos estamos submetidos. 

    A proposta espírita da questão aponta para algumas soluções que podem contribuir com a psicologia e a medicina de hoje e de amanhã, considerando a terapêutica. A prática da prece e da doação de energias magnéticas através do passe, por exemplo, são recursos adequados e indispensáveis para despertar consciências e minimizar os traumas psicológicos. Soluções essas que para eles (xifópagos) se descortinam eficazes, eliminando-lhes a mente para a necessidade da efetiva reconciliação, enfrentando a união pelo laço indestrutível e saudável do amor. 

    Notas e referências:
    [1]           A nomenclatura provém de xifóide que é o apêndice terminal do osso esterno (com s ), situado na frente do tórax onde se unem as costelas, isto porque muitos dos xifópagos estudados eram unidos por esta parte do corpo.
    [2]           Gêmeos dicephalus parapagus são unidos lado a lado pela pelve e/ou em todo o abdômen e no peito, mas têm cabeças separadas. Os gêmeos podem ter dois, três (tribrachius) ou quatro (tetrabrachius) braços e duas ou três pernas.
    [3]           Disponível em https://www.metropoles.com/saude/bebe-indiano-nasce-com-duas-cabecas-e-tres-bracos   acesso em 06/12/2019
    [4]           Termo advindo do antigo reino de Sião (Tailândia).
    [5]           Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Chang_e_Eng_Bunker#cite_ref-mt-airy-news_3-0  acesso 04/12/2019

    sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

    Doação de órgãos. Quem nos garante que não seremos o próximo da fila? (Jorge Hessen)

    Doação de órgãos.  Quem nos garante que não seremos o próximo da fila? (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    O ex-apresentador de TV Gugu Liberato permanecerá presente na recordação da família,  dos milhões de fãs e dos doentes receptores dos seus órgãos. A família do apresentador fez questão de realizar um desejo que Gugu sempre manifestou: a doação dos órgãos. Pois que quando em vida Gugu dizia que “Deus em sua infinita bondade nos dá a oportunidade da vida. Agora eu sigo adiante por um caminho que me levará mais próximo ao Pai. E neste momento quero praticar os ensinamentos do mestre Jesus. Assim como ele compartilhou o pão com os seus, eu compartilho meu corpo com aqueles que necessitam de uma nova oportunidade de viver. Aos meus familiares eu agradeço por terem realizado a minha vontade. Tenham certeza que, a partir de agora, eu estarei batendo em muitos outros corações e compartilhando minha vida com outros irmãos. Que eu seja um instrumento de amor, oportunidade e de luz.” [1]
    Observamos que a doação dos próprios órgãos era um desejo do apresentador e os órgãos que lhes foram retirados poderão beneficiar cerca de 50 pessoas. Mas, a grande algazarra do assunto (doação de órgãos) é a morte encefálica, na vigência da qual órgãos ou partes do corpo humano são removidos para utilização imediata em doentes deles necessitados. Estar em morte encefálica é estar em uma condição de parada definitiva e irreversível do encéfalo, incompatível com a vida e da qual ninguém jamais se recupera.
    Havendo morte cerebral, verificada por exames convencionais e também apoiada em recursos de moderna tecnologia, apenas aparelhos podem manter a vida vegetativa, por vezes por tempo indeterminado. É nesse estado que se verifica a possibilidade do doador de órgãos "morrer" e só então seus órgãos podem ser aproveitados - já que órgãos sem irrigação sanguínea não servem para transplantes.
    Seria a eutanásia? Evidentemente que não! A eutanásia de modo algum se encaixaria nesses casos de morte encefálica comprovada.  A medicina, no mundo todo, tem como certeza que a morte encefálica, que inclui a morte do tronco cerebral (2) só terá constatação através de dois exames neurológicos, com intervalo de seis horas, e um complementar. Assim, quando for constatada cessação irreversível da função neural, esse paciente estará morto, para a unanimidade da literatura médica.
    A temática "doação de órgãos " é bastante contemporâneo no cenário terreno. Sobre o assunto, talvez, porque as informações sejam distorcidas, há o receio do desconhecido que paira no imaginário de muitos homens. Inclusive alguns espíritas se recusam a autorizar, em vida, a doação de seus próprios órgãos após o desencarne.
    A doação de órgãos para transplantes é doutrinariamente válida. “Se a misericórdia divina nos confere uma organização física sadia, é justo e válido, depois de nos havermos utilizado desse patrimônio, oferecê-lo, graças às conquistas valiosas da ciência e da tecnologia, aos que vieram em carência a fim de continuarem a jornada.”. (3)
    Chico Xavier afiançava que  “transplante de órgãos, na opinião dos Espíritos sábios, é um problema da ciência muito legítimo, muito natural e deve ser levado adiante.”. Os Espíritos, segundo Chico Xavier, “não acreditam que o transplante de órgãos seja contrário às leis naturais. Pois é muito natural que, ao nos desvencilharmos do corpo físico, venhamos a doar os órgãos prestantes a companheiros necessitados deles, que possam utilizá-los com proveito”. (4)
    Não há reflexos traumatizantes ou cerceadores no perispírito, em relação à mutilação do corpo carnal, ou seja, o doador de córneas, por exemplo, não regressará “cego” ao Mundo Espiritual. Se fosse regra geral haver impacto do corpo físico doador no corpo espiritual, o que seria daqueles que são esmagados nos desastres de trânsito , os têm o corpo carbonizado pelo fogo ou pulverizado numa explosão? O que dizer da cremação, que reduz o cadáver a cinzas?
    A doação de órgãos não afetará o corpo espiritual do doador, a menos que acreditemos ser injusta a Lei de Deus e estejamos no Planeta à deriva da Sua Suprema Bondade e Providência. Lembremos que nos Estatutos do Criador não há espaço para a injustiça e o transplante de órgãos é valiosa oportunidade, dentre tantas outras, colocada à disposição do homem para o exercício do amor.
    Além do mais, se, hoje, somos doadores, amanhã, poderemos ser (ou nossos familiares e amigos) receptores de órgãos. Para a maioria das pessoas, a questão da doação é tão remota e distante quanto à morte. Mas, para quem está numa gigantesca fila esperando um órgão para transplante, ela significa a única possibilidade de vida. Quem nos garante que não seremos o próximo da fila?
    Pensemos nisso!
    Referência bibliográfica:
    [2]           O tronco cerebral, e não o coração, é reconhecido como o organizador e "comandante" de todos os processos vitais. Nele está alojada a capacidade neural para a respiração e batimentos cardíacos espontâneos; sem tronco ninguém respira por si só.
    [3]           Franco, Divaldo Pereira. Seara de Luz, Salvador: Editora LEAL [o livro apresenta uma série de entrevistas ocorridas com Divaldo entre 1971 e 1990.]-
    [4]           Entrevista de Francisco Cândido Xavier, à TV Tupi, em agosto de 1964, publicada na Revista Espírita Allan Kardec, ano X, n°38