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  • quarta-feira, 4 de setembro de 2019

    Auto perdoar-se não é apagar os rabiscos do desacerto (Jorge Hessen)

    Auto perdoar-se não é apagar os rabiscos do desacerto (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    A culpa e o alerta da consciência são temas que merecem profundas reflexões . É importante dizer que o “alerta ou conflito da consciência ” ainda não é a instalação da culpa, porém, um convite ao arrependimento diante dos erros. Tal constrangimento consciencial é imprescindível para a reamornização do desalinho psicológico, procedente da culpa.
    consciência  é o Divino em nossa realidade existencial; nela estão escritas as Leis do Criador. Por sua vez, a culpa resulta da não auscultação do “alerta da consciência ” , portanto é patológica e gera profundo abalo psicológico autopunitivo. Detalhe: é impossível inexistir o alerta consciencial no psiquismo humano. Podemos fingir não ouvir a “voz da consciência ”, e apesar disso, ela sempre alertará, exceto nos casos extremos de psicopatologias em que o doente mental não sente um mínimo de arrependimento e ou culpa.
    O alerta consciencial sinaliza as transgressões à Lei de amor , justiça e caridade. À vista disso, tomamos consciência  e nos arrependemos do erro, buscando repará-lo. Por outro lado, a culpa é um processo patológico em que ficamos cultuando o erro sob o movimento psicológico de autojulgamento, autocondenação e autopunição.
    Das diversas características da culpa há aquela advinda da volúpia de “prazer” quando alguém não se divertiu como gostaria de ter (se esbaldado numa “balada”, por exemplo). Após a “farra” esse alguém se sente culpado e se cobra por não ter permanecido mais tempo na festa, por não ter realizado isso e ou aquilo etc. Sob esse estado psicologicamente perturbador surge a culpa como reflexo daquilo que não se fez e almejaria ter feito, resultando o movimento de autopunição.
    Todas as recordações negativas paralisam o entusiasmo para as ações no bem, únicas portadoras de esperança para a libertação da culpa. Quando entramos no processo autopunitivo geramos um processo de distanciamento da realidade da vida e do próprio viver. É um grande desafio transformarmos a experiência desafiadora (dor / “sofrimento”) em experiência de aprendizado. Para isso, importa fazermos o BEM no limite das nossas forças, principiando em nós mesmos, permitindo-nos experimentar esse BEM no coração e ao mesmo tempo realizarmos o BEM ao próximo, e assim  nos libertamos totalmente do nódulo culposo.
    A Lei de Causa e Efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as vicissitudes ligadas à vida humana. Ante a Lei de causalidade a colheita deriva da semeadura, sem qualquer expressão castradora ou fatalista para reparação. O “alerta de consciência ”, por exemplo, bem absorvido, transforma-se em componente responsável. Mas se o ignoramos desmoronamos no desculpismo rechaçamos a responsabilização do erro. Em face disso, o desculpismo é uma postura profundamente irresponsável perante si mesmo.
    O negligente (desculpista) pronuncia que “errar é humano”, porém é arriscado raciocinar assim. É um processo equivocado que ultraja a lei de Deus. Em verdade, não precisamos nos culpar (exigência) quando erramos, e muito menos nos desculpar (negligência), porém, carece ouvirmos a voz da consciência  e aprendermos com os erros a fim de repará-los.
    Sobre as diferentes peculiaridades da culpa ainda há aquela advinda naqueles trabalhadores que avidamente mergulham nos assistencialismos.  São confrades de consciência pesada que ambicionam consolidar a beneficência, visando, antes, anestesiarem a própria culpa. Na realidade, estão tentando barganhar com Deus, a fim de se livrarem da ansiedade mental. Decerto isso é uma prática espontânea e contraproducente.
    Não obstante, no M.E.B. - Movimento Espírita Brasileiro haja farta frente de serviços assistencialistas. O psiquiatra espírita Alírio Cerqueira, coordenador do Projeto Espiritizar da Federação Espirita do Mato Grosso, arrazoa que muitos fazem assistencialismos sem real consciência  da necessidade social dos desprovidos. Em verdade, laboram “caritativamente” sob as algemas da consciência  culposa e arriscam disfarçar para si mesmos o automático exercício de “altruísmo”. Agem subconscientemente quais portadores de ferida muito dolorosa, e em vez de tratá-la para cicatrizar, ficam passando pomada anestésica na ferida (culpa) para abrandar a dor.
    Agindo assim (no assistencialismo) a culpa momentaneamente é “escondida”, mas não desaparece, pois, passando o efeito do anestésico a culpa retorna e a pessoa mantém o conflito de consciência . Desse modo, vai ampliando cada vez mais os compromissos “filantrópicos”; vai se sobrecarregando nos pactos “caritativos”; porém, a culpa é conservada. Muitos passam a vida inteira nessa atitude de “FAZEÇÃO DE COISAS” sem qualquer objetivo consciencial. Tais “caridosos” com certeza socorrem TEMPORARIAMENTE os necessitados, todavia, provocam para si mesmos , em alto grau,  o cansaço mental, o estresse e a saturação psicológica e não conseguem se HARMONIZAREM CONSIGO MESMOS.
    Na verdade, o objetivo das leis divinas (sediadas na consciência ) é nos proporcionar a pura e eterna felicidade. Em face disso, quando as transgredimos ficamos ansiosos, porque nos afastamos da felicidade, logo, sentimos extrema ansiedade. Em face disso é importante o exercício do auto perdão que obviamente não extinguirá a responsabilidade dos erros praticados, até porque auto perdoar-se não é simplesmente passar uma borracha em cima do desacerto, mas fazer uma avaliação equilibrada do desacerto para repará-lo.
    No extremo, há pessoas que alimentam tanta culpa que se sentem indignas de fazer uma prece e ou de fazer o bem. Porém, ajuizemos o seguinte: a prece não é para espíritos puros. Jesus orientou que não são os sadios que necessitam de médicos, mas os doentes. Ora, esperarmos nossa purificação para orar e fazer o bem não faz nenhum sentido, até porque nos aperfeiçoamos gradualmente, orando inicialmente e de maneira especial fazendo bem no limite das nossas forças.


    quinta-feira, 1 de agosto de 2019

    Os riscos reais dos “concursos de beleza mirim”. Cuidado! (Jorge Hessen)

    Os riscos reais dos “concursos de beleza mirim”. Cuidado!  (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen
    Brasília-DF

    O Programa do Sílvio Santos, do SBT, tem apresentado nas suas atrações um concurso de miss mirim na TV. São meninas na faixa etária até no máximo 10 anos de idade que desfilam sensualizadas vestidas de maiô e rostos maquiados, e disputam quem é a mais bonita. O programa tem sido mira de reprimendas, considerando-se o plausível conflito psicológico que poderá trazer para as mentes infantis.
    Tal iniciativa robustece arquétipos de beleza que se enquadram desde cedo em um padrão extremamente restritivo de “formosura” feminina, ou seja, magrinha, loirinha, altinha, olhinhos claros etc. Obviamente tudo isso é extremamente lesivo para o desenvolvimento da criança, pois que competição de beleza desse tipo não é saudável para o desenvolvimento social de uma criança. Até porque os efeitos dessa “brincadeira” poderão ser perversos tanto para a “vencedora” quanto para as “perdedoras”, pois todas tenderão tombar sob transtornos de ansiedade, desordens alimentares, baixa autoestima e depressão, dentre outras patologias psíquicas e emocionais.
    A “vencedora” certamente se prenderá àquele conceito de "beleza" que, caso se transforme na adolescência ou na vida adulta, poderá levá-la a se sentir “menos bela”. Já as “perdedoras” poderão interrogar "o que a vencedora tem que eu não tenho?”, derivando daí o nascedouro de tumultos psicológicos.
    A criança não tem espontaneamente o desejo de aparecer, de ser a mais bonita, se não for estimulada por adultos. No fundo, é o ego dos pais que estimula. Pais que estão conduzindo suas filhas a entrar precocemente no mundo sexual adulto, atropelando fases do desenvolvimento e prejudicando o processo de aprendizagem afetiva das pequenas. Ou seja, a sexualidade, entendida como elemento presente em todos os estágios de desenvolvimento do indivíduo, acaba sendo desviada para o erótico, o excitante, o sensual, quando na realidade deveria ser canalizada para a construção das emoções, das relações sociais, da experimentação de papéis e do desenvolvimento da afetividade. E isso é profundamente danoso.
    Entendo que os pais que inscrevem suas filhas para tais concursos certamente transportam frustrações íntimas e transferem para os rebentos a pretensão íntima de desfilarem nas passarelas. São pais que insistem em viver no mundo da fantasia e dos contos de fadas.
    Recordo de Isabella Barrett, uma criança de apenas 6 anos, que foi estrela de concursos de beleza mirim transmitido pelo canal Discovery Home & Health, no programa Toddlers & Tiaras. O evento, transmitido com o título “Pequenas Misses”. Pasmem! Concursos de beleza de crianças são populares nos Estados Unidos porque têm clientela.
    Recentemente assisti a um documentário assombroso, noticiando sobre a adolescência e a juventude dessas “ex-misses mirins”. Muitas delas foram forçadas pelos pais a participar desses concursos peculiares. Registra o documentário que a maioria dessas crianças se transforma em pessoas com dramas psiquiátricos profundos, e algumas mergulham nos subterrâneos das drogas e do meretrício. No epílogo do programa, ficamos sabendo que ao início dos problemas pessoais dessas crianças, na fase pré-adolescente, a maioria dos pais abandona as filhas ao “deus-dará”, na vida mundana.
    Assunto correlado, escrevemos há alguns anos sobre Thylane Lena Rose Blondeau, uma menina de 10 anos de idade que fez uma produção fotográfica para a revista Vogue Paris, erguendo polêmica devido à roupa ousada, maquiagem e poses provocantes. O ensaio fotográfico causou indignação em pessoas ligadas a ONGs de proteção à criança. De acordo com a organização “Concerned Women for America”, os pais da criança devem ser responsabilizados por ter permitido à criança realizar aquele trabalho. (1)
    Percebemos claramente a exploração infantil e temos convicção de que os pais deviam ser criminalizados. Infelizmente, o mundo ingênuo da criança vem sendo explorado pela fúria predadora da sensualidade desorientada, envilecendo a inocência e dignidade infantis. Como se não bastasse “o caso Thylane”, há outras situações polêmicas na contenda, a exemplo dos cursos de pole dancing (2) para crianças, na cidade do México, e dança “funk carioca”, no estado do Rio de Janeiro. Muitas meninas (crianças e adolescentes) têm aderido ao “sexting” (3), postando fotos sensuais na internet. São meninas e meninos que exploram os espaços virtuais nos sites de relacionamento.
    Cada vez mais cedo, e com maior magnitude, as excitações da criança e do adolescente germinam adicionadas pelos diversos e desencontrados apelos das revistas libertinas, da mídia eletrônica, das drogas, do consumismo impulsivo, do mau gosto comportamental, da banalidade exibida e outras tantas extravagâncias, como espelhos claros de pais que vivem alucinados, estancados e desatualizados, enjaulados em seus quefazeres diários e que jamais podem demorar-se à frente da educação dos próprios filhos.
    A criança é o futuro, sabemos disso. E, “com exceção dos espíritos missionários, os homens de agora serão as crianças de amanhã, no processo reencarnacionista (4)”. A demanda de redenção dos novos tempos que chegam há de principiar na alma da infância, se não quisermos divagar nos cipoais teóricos da fantasia exacerbada. Precisamos perceber no coração infantil o esboço da geração próxima, procurando ampará-lo em todas as direções, pois “a orientação da infância é a profilaxia do futuro (5)”. Por questão de prudência cristã, não podemos permitir “que as crianças participem de reuniões ou festas que lhes conspurquem os sentimentos em nenhuma oportunidade, porque a criança sofre de maneira profunda a influência do meio (6)”.
    Fiquemos atentos, pois a educação, por definição, constitui-se na base da formação de uma sociedade saudável. A tarefa dos pais é a da educação das crianças pelo exemplo de total dignificação moral sob as bênçãos de Deus. Nesse sentido, os postulados Espíritas são antídotos contra todos os venenosos ardis humanos, posto que aqueles que os conhecem têm consciência de que não poderão se eximir das suas responsabilidades sociais, sabendo que o futuro é uma decorrência do presente. Deste modo, é urgente identificarmos no coração infantil o esboço da futura geração saudável.

                                                                
    Referências bibliográficas:
    (1) Hessen, Jorge. Artigo Educação espírita: Arcabouço da futura geração saudável, disponível em http://aluznamente.com.br/educacao-espirita-  arcabouco-da-futura-geracao-saudavel/ acessado em 17/05/2013
    (2) Pole dance tem suas raízes na dança exótica, strip-tease e burlesco e têm elementos de apelo sexual e subversão
    (3) Refere-se a envio e divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com imagens pessoais pela internet utilizando-se de qualquer meio eletrônico, como câmeras fotográficas digitais, webcams e smartphones.
    (4) Xavier, Francisco Cândido. Coletânea do Além, ditado por Espíritos Diversos, São Paulo: FEESP, 1945, Cap. A Criança e o Futuro pelo Espírito Emmanuel
    (5) Vieira, Waldo. Conduta Espírita, ditado pelo espírito André Luiz, Rio de Janeiro: Ed FEB, 1997, Cap. 21- Perante a Criança
    (6) idem

    terça-feira, 23 de julho de 2019

    Culpa e sentimento de rejeição (*) (Jorge Hessen)

    Culpa e sentimento de rejeição (*) (Jorge Hessen)


    Jorge Hessen 
    Brasília-DF 

    Ante os delitos morais cometidos, há pessoas que introjetam a autorrejeição, implantando na consciência a chaga da culpa. Por efeito disso, sentem-se rejeitadas por todos, ao invés de trabalharem pela reparação do erro. Até porque se não o fizer de imediato arremessará para a encarnação seguinte os conflitos conscienciais incrustados. 

    Há os que arriscam camuflar os delitos, porém ocultar conflitos culposos não libera a consequência do desacerto, porquanto as desordens íntimas surgirão na forma de enfermidade física, emocional ou psicológica. Por conseguinte, projetarão suspeitas infundadas nos outros, receando serem identificados e desmascarados.

    Na atual existência existem diversos casos de autorrejeição dos transgressores das leis divinas da consciência. São aqueles que na juventude, na “calada da noite”, fizeram abortos criminosos e receiam serem descobertos. Há os que cometeram vis adultérios e buscam esconder-se dos outros e sob a chibata da culpa temem ser revelados a qualquer momento. Esses são casos infrequentes, os menos raros são os culpados por crimes esquecidos de reencarnações anteriores. Daqueles que trazem a mácula perante a consciência e como não se superaram nas vidas anteriores, permanecem hoje alimentando culpas. 

    Mesmo que os demais não descubram seus crimes e os desmascarem, o movimento de autorrejeição delonga a expansão. Quando não se tem consciência desse processo e não há coragem (ação pelo coração) para reparação do erro, o mecanismo de autorrejeição se aprofunda e o culpado cria inimigos em todos os lugares. Guiados pelo imaginário, permanecem em estado de paranoia culposa. Por consequência, conservam os níveis egocêntricos, neuróticos e transformam uma situação imaginária em acontecimento real. 

    Desse modo, encharcados pelo psiquismo autodefensivo agridem os outros. Sentem-se sucessivamente invadidos na intimidade e atacam o próximo. Sob o mecanismo psicológico de projeção creem que os outros os julgam, condenam e punem, razão pelo qual vivem se precavendo contra tudo e contra todos. 

    No estado paranoico da culpa, decorrente dos crimes cometidos no passado, mesmo que esquecidos, o culpado se sente criminoso e entende que a qualquer momento será desmascarado e sob nessa alucinação acredita que os outros o estão perseguindo.

    As leis divinas não são punitivas, elas são amorosas, educativas (provacionais) e reeducativas (expiatórias). Certamente violações às leis morais incidirão na economia espiritual, precisando de reparação dos agravos. Não necessariamente numa reencarnação imediata, até porque, atualmente, muitos poderão estar reparando crimes de dez encarnações anteriores. Ademais, será necessária a dor para reparação dos erros? Cremos que não. O caminho seguro será o desenvolvimento das virtudes do coração, atuando com autoamor e amor ao próximo. 

    A autoconsciência e o autoperdão são mecanismos que tornam dispostos os infratores para reparação do delito. Sendo que a evolução espiritual ocorre tanto na horizontal como na vertical da vida. A dor é o aguilhão que impele a evolução na horizontal. O transgressor sofre até o limite do cansaço e no esfalfamento observa que não há outra alternativa, senão fazer o BEM, decidindo daí galgar na vertical da vida.

    Nos casos em que os conflitos culposos são muito intensos, são necessários tratamentos psicoterápicos para recuperação. Dificilmente o culpado se liberta sozinho das desordens concienciais, porque a culpa incrustada na mente pesa muito no psiquismo, daí a necessidade terapêutica para que o culpado compreenda a realidade como ela é e não da forma como crê que seja.

    O estado de culpa acarreta a obsessão. O processo obsessivo, de modo geral, não começa no obsessor, porém nas matrizes conscienciais do culpado autorejeitado que se movimenta psicologicamente no autojulgamento, autocondenação e autopunição, cunhando aí o plugue mental, quando esbugalha a mente para o complexo obsessivo. Metaforicamente expondo, a culpa é o plugue mental que favorece a obsessão. 

    Na verdade, muitos processos obsessivos não são evidentes, porém sutis e intensos. A intensidade é a alienação e a sutilidade é a intervenção sorrateira do obsessor sem que o obsedado perceba. Deste modo é hipnotizado e condicionado a práticas malsãs, passando uma existência espiritual e sutilmente  perseguido. Muitas vezes só se dá conta da obsessão após a desencarnação.

    A melhor terapia para a culpa é o exercício do Evangelho como convite para afastar-se do egocentrismo e centrar-se na essência divina que É. Esse é o caminho para a libertação dos movimentos egocêntricos e egoicos. A prática da leitura edificante, os afazeres da caridade necessariamente para consigo, e em seguida a caridade real com o próximo “sem assistencialismos inócuos”, a participação das atividades do centro espírita , em geral podem promover o espírito imortal e auxiliar todos os envolvidos. 

    Quando dissemos “sem assistencialismos inócuos” afirmamos que a maior caridade não é a material, mas a espiritual que precisa ser exercida sob o símbolo da benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas. Que são exercícios práticos para que as pessoas se desvencilhem da monoideia da culpa. Nesse movimento de exercícios espíritas cristãos, a mente não mais permite a introdução das ideias dos obsessores e a pessoa realiza as ações práticas, que são bastante trabalhosas, mas impulsionam a evolução na vertical da vida. É como ascender numa escada aprumada e muito íngreme , mas poucos são aqueles que se dispõem a elevar-se , a maioria permanece rezingando dizendo que a vida é “madrasta” sem fazer esforços reais para a ascensão. 

    Com as práticas cristãs as pessoas realizam ações concretas consigo mesmas e com o próximo, trabalhando não mais no movimento paranoico da culpa, porém no movimento harmonizador de si mesmas e dos outros, ,porém isso não se consegue por promessas labiais, mas por ações efetivas. A medida que vamos amadurando a consciência, priorizamos o que é essencial e colocamos o ego a serviço do eu espírito imortal. 

    Nas condições humanas ainda temos uma estrutura egoica, todavia somos essência divina. Contudo, acreditamos que somos o ego, mas não somos. Quando expandimos a consciência percebemos que temos um ego, mas somos essência divina. Ter o chamado ego não é problema. Embora ele ainda traga a sua ignorância, porquanto moureja na dimensão do não saber, do não sentir e do não vivenciar as leis divinas, o ego precisa ser iluminado pela essência divina que somos. 

    A autorrejeição comumente não surge de forma evidente, porém veladamente. Surge muitas vezes na condição de complexos de inferioridade ou de superioridade. Aparece com a tendência de solidão , de rejeição ou por inveja dos outros. 

    O culpado rejeita todos os que trabalham pela autorrenovação. Porque estes estão dando exemplo para ele. Identifica nos outros um “espelho” retratando o comportamento que deveria ter, mas que não se dispõe a tal. Em face disso, rejeita e repudia o “espelho” , arremessa-lhe pedra para fragmentá-lo, para não ver a imagem da renovação que deveria buscar. Deste modo, mantém-se preguiçoso e acovardado para a autorrenovação moral. O “espelho” saindo da sua vista não ficará todo momento recomendando e cobrando o que deve fazer.

    Em síntese, é urgente que afastemo-nos da chaga chamada culpa e utilizemos a razão para o equilíbrio íntimo, a fim de que possamos reparar o mal que fizemos no passado. Trabalhemos com penhor e segurança pelo progresso individual e coletivo, até porque a culpa nos transforma em pesos mortos na economia ativa da sociedade e não conseguiremos realizar nada de bem, belo e bom para ninguém sob o guante da culpa.

    (*) Fonte: 

    Projeto Espiritizar / FEEMT - Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=_7HRHX1Z-MI&list=PL1r1wspRthZQrAp3ok5owfAPGldFn79nV&index=3 acesso 22/07/2019

    quinta-feira, 27 de junho de 2019

    A família como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida

    A família como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida (Jorge Hessen) 

    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com
    Brasília/DF


    Os Benfeitores espirituais esclarecem que de todos os institutos sociais existentes na Terra, a família é o mais importante, do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida. A família reaviva em nós as sensações de segurança e aconchego, tal a importância do grupo familiar como estrutura capaz de nos sustentar nas lutas da vida.

    Atualmente o distanciamento familiar tem sido definido como a perda de afeto que ocorrem ao longo de anos ou mesmo décadas em uma família. O divórcio contribui para a perda de relacionamentos familiares, especialmente com os pais. O abandono de parentes com identidades marginalizadas também é um fator comum, como a rejeição familiar a minorias sexuais e de gênero, por exemplo.

    Também é importante notar que o distanciamento nem sempre é permanente. As pessoas se afastam e se reaproximam. Ademais, cortar o contato com um membro da família pode ser muito doloroso devido à forma como a sociedade não entende bem e atribui a isso um aspecto de vergonha ou reprovação.

    Os laços de família são necessários à harmonia e evolução da sociedade. O resultado da negligência ou ruptura dos laços familiares leva a exacerbação do egoísmo. Existem duas espécies de vínculos familiares: os espirituais e corporais. As ligações corporais são frágeis e temporárias, entretanto os laços espirituais se fortalecem pela união e se vinculam na eternidade por meio das múltiplas migrações do Espírito.

    É impossível auxiliar a composição social, quando ainda não conseguimos ser úteis nem mesmo com a família em que Deus nos colocou, a título precário. Portanto, antes da grande projeção pessoal na obra coletiva, aprendamos a colaborar, em favor dos familiares, no dia de hoje, convicto de que análogo empenho importa realização essencial.

    A nossa família consanguínea pode ser contemplada como o cerne eficaz de nossas representações. Imagens aprazíveis ou desagradáveis que o pretérito nos restitui. Aprendamos antes de tudo a exercer piedade para com a própria família e a recompensar nossos pais, porque isto é bom e agradável diante de Deus , conforme narrava Paulo de Tarso.

    A família é uma escola onde aprendemos a amar umas poucas pessoas para um dia amar a Humanidade. É assim que em nossas múltiplas existências aprendemos lidar com o amor, nos seus diversos aspectos: amor de mãe para filho, de filho para mãe, de irmão para irmão, de avô para neto, de neto para avô, de tio para sobrinho, de sobrinho para tio, de esposo para esposa e assim por diante. E, quando alcançamos amar genuinamente um filho, por exemplo, nosso coração se comove igualmente pelos filhos alheios.

    Ponderando-se sobre a lei da reencarnação consolidamos os laços de afetividade com maior número de Espíritos, que (re)nascem sob o mesmo teto que nós. Dessa forma, nossa família espiritual se amplia e os laços de bem-querer se solidificam a cada nova possibilidade de convivência. Deste modo, conviver em família é um desafio e, igualmente, um formidável aprendizado, pois o convívio cotidiano nos oferece ensejo de cinzelar as arestas com os que eventualmente tenhamos alguma contenda.

    (Re) nascendo no mesmo reduto doméstico é mais fácil suplantar os desamores, pois os vínculos consanguíneos ainda se compõem numa referência altiva a benefício da indulgência e da coexistência serenas. É por isso que existe a família: para que aprendamos a exercitar o amor na condição de irmãos, pois que todos somos filhos do mesmo PAI.

    terça-feira, 28 de maio de 2019

    Trajes nos recintos espíritas

    Trajes nos recintos espíritas 

    Jorge Hessen 
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF 

    Em determinada ocasião, à tarde, visitei uma casa espírita localizada num certo estado do litoral brasileiro. Naquele espaço “doutrinário” senti um grande desconforto quando desfilaram diante de mim algumas pessoas trajando vestuários arrojados e sensuais que avaliamos impróprios para o local. 
    Compreendemos que não há nos códigos espíritas quaisquer prescrições com regulamentos proibitivos, todavia, será que em nome da liberdade podemos fazer o que “der na telha” dentro do ambiente kardeciano? 
    Atualmente não há muitos textos debatendo sobre o “uso de roupa adequada no recinto de uma instituição espírita”. Apesar de ser assunto desinteressante para alguns, estamos convencidos de que os trabalhadores de uma casa espírita devem utilizar vestes de conformidade com os desígnios do ambiente. O bom senso determina isso! 
    Nos espaços do centro espírita é indispensável que seja cultivada a decência e o respeito entre frequentadores e trabalhadores, a fim de que decorra a máxima atenção às tarefas que são ofertadas na instituição. Os que aí convivem necessitam desenvolver discernimento e de maneira muito especial os que estão compromissados nos setores das reuniões mediúnicas, estes devem obrigatoriamente usar roupas aconselhadas. 
    Assim como em qualquer ambiente respeitável, deve ser sustentada a seriedade e o comedimento com o vestuário. Até mesmo nas programações de mutirões de limpeza, consertos e conservação das instalações os trajes devem ser sóbrios e adequados para a ocasião. 
    Por questões de sensatez deve-se evitar: shorts, bermudas, blusas decotadas sensuais, vestidos ou saias curtas, minissaias, calças apertadas seja para homens e seja para mulheres. Uma casa espírita não é passarela para espetáculos de vaidades terrenas e sim abrigo para meditações do espírito. Por isso, é importante vestir-se com decoro e simplicidade, sem prender-se à veneração do próprio corpo. 
    Critério e moderação garantem o equilíbrio e o bem-estar. 
    É inaceitável as pessoas procurarem as paragens de reflexões do Espirito envergando trajes lascivos. Até porque os Centros Espíritas são prontos-socorros para os doentes do espírito. 
    Os ensinamentos Espíritas respeitam o nosso livre arbítrio, mas isso não equivale afirmar que o Espiritismo aguente a baderna. Centro Espírita sem boa orientação doutrinária é reduto de espíritos malévolos e o comportamento dos frequentadores e trabalhadores estabelece a harmonia ou a algazarra geral. 
    Devemos chegar a elas com trajes discretos e que não façam desviar a atenção dos frequentadores para a nossa pessoa. Uma roupa sensual pode causar transtornos em algum espírito menos evoluído. 
    As vestimentas sensuais não são apropriadas para quem deseja orar. Ao contrário do que se imagina, os mais pertinazes obsessores são os encarnados voluptuosos. Estes , na verdade, é que amofinam os Espíritos aventureiros do além. 
    Uma instituição espírita não é recinto para se aguçar a imaginação erotizante das pessoas improvidentes e sim paragem para aperfeiçoamento e sustentação da FÉ RACIONAL.

    terça-feira, 30 de abril de 2019

    Oba-oba - dia nacional dos “espíritas” brasileiros(!)

    Oba-oba - dia nacional dos “espíritas” brasileiros(!)  (Jorge Hessen)

    Jorge Hessen
    jorgehessen@gmail.com 
    Brasília/DF

    Há 12 anos, para encantamento de alguns “espíritas” , aprovou-se, na Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei nº 291, de 2007, que "dispõe sobre a criação do Dia Nacional do Espiritismo" (“hein...”? humm...!!!), sem força de feriado, dispensando, portanto, os que tributam culto a outras religiões, da obrigatoriedade quanto à homenagear Kardec com os que professam e praticam a doutrina espírita. (Ufa, ufa...!!!!).
    Há 12 anos, sim, há 12 anos, a febre para os dias comemorativos ao Espiritismo começou a se espalhar pelos rincões tupiniquins: Vejamos, o projeto apresentado pela Assembleia paraibana, propôs a criação de 18 de abril como “Dia Estadual do Espírita” (hã...?), que se transformou em Lei, sancionada pelo governador instituindo a data no Calendário Oficial do Estado da Paraíba, conforme Lei nº 8.251, de 20 de junho 2007, publicada no Diário Oficial do Estado, em 21 de junho de 2007. Com misso já vislumbramos a direção das enxurradas de datas comemorativas que estão por vir.
    Vamos pensar um pouco! Será que o Espiritismo precisa ocupar espaços "com mais liberdade" num dia especificamente consagrado, por força de um projeto de lei?  Há os que dizem que com tais projetos, o Espiritismo não mais será alvo de "perseguições", como aconteceu em recuadas épocas. Mas, antes de qualquer consideração sobre o assunto (projeto-de-lei), peculiar e supérfluo aos objetivos doutrinários, teceremos breves comentários sobre o Parlamento brasileiro.
    Entre os idos de 1999 e 2007, mais de 30 (trinta) proposições foram aprovadas, no Parlamento brasileiro , criando datas comemorativas. Nas legislaturas recentes, outras dezenas de projetos foram apresentados com essa finalidade. Enquanto as reformas essenciais se arrastam há muitos anos, os parlamentares demonstram inimagináveis arroubos de inventividade, quando o tema é a aprovação de datas memoráveis.
    Não é de hoje que a instituição de datas tem grande apelo entre os parlamentares brasileiros. Para se ter uma ideia, eis algumas datas propostas, e muitas já aprovadas:"Dia Nacional do Frevo" - "Dia Nacional de Reflexão do Cantando as Diferenças" - "Dia Nacional do Ciclista" - "Dia da Televisão"- "Dia Nacional do Líder Comunitário" - "Dia Nacional do Forró" - "Dia Nacional do Poeta" - "Dia Nacional do Despachante Documentalista" - "Dia Nacional do Guarda Municipal" - "Dia Nacional do Doador Voluntário de Medula Óssea", e assim vai a fanfarra das comemorações sobre pêndulos da insensatez, nas plagas da ainda terra brasilis.
    Em pesquisa feita no Centro de Documentação e Informação da Câmara dos Deputados, verificamos que, no interregno de 1999 a 2007, os deputados aprovaram 609 projetos de lei e projetos de lei complementar. Desse total, 337 foram apresentados por parlamentares, 218 pelo governo e 54 por outros órgãos. Dentre os projetos aprovados no período, de autoria dos parlamentares, cerca de 10% tratam da instituição de dias comemorativos no calendário nacional. Muitas das propostas (perdem o sentido) chegam a ser curiosas, ou mesmo extravagantes, por isso, são arquivadas. Vejamos algumas delas: No segundo mandato do Presidente Fernando Henrique Cardoso (1999-2002), os exemplos de criatividade foram muitos. Havia projetos para a instituição do"Dia Nacional da Umbanda", "Dia da Inovação", "Dia do Cozinheiro", "Dia Nacional do Taxista", "Dia da Legalidade", "Dia Nacional do Prefeito", "Dia do Presidente da República", "Dia Nacional da Reflexão Política" e "Dia Nacional do Perdão".
    E as “pérolas” continuaram cultivadas no primeiro mandato do Presidente Lula (2003-2006), pois havia projetos, propondo o "Dia Nacional da Verdade", "Dia da Esperança", "Dia Nacional da Gratidão", "Dia Nacional da Caridade", "Dia do Sono", "Dia Nacional do Macarrão", "Dia Nacional do Pescador", "Dia Nacional do Teste do Pezinho", "Dia Nacional da Voz" e "Dia Nacional da Capoeira".
    É verdade que o Brasil é a maior nação espírita da atualidade; que a Doutrina atende de maneira especial à demanda de milhões de brasileiros, ávidos por respostas às suas dúvidas e anseios espirituais, Que o Espiritismo é responsável por inúmeras obras de assistência social que, reconhecidamente, auxiliam inúmeras comunidades carentes em todo o País, é a pura verdade, sim, mas e daí?
    Cremos que o centro espírita, ao invés de ficar comemorando e/ou, idolatrando nomes e datas festivas, tem que funcionar como um pronto-socorro espiritual, em favor das almas em desalinho, e, não, uma escola de fantasias e ilusões. O Centro tem que estar preparado para acolher um grupo cada vez mais numeroso de curiosos e de pessoas instáveis, aguilhoadas nas algemas de suas próprias defecções morais, e que estão nos abismos obscuros da ignorância.
    Quanto aos defensores da idéia do "Dia Nacional do Espiritismo", nada obsta que lhes despertemos a consciência, quanto ao que já temos advertido ao público. O Espiritismo nos traz uma nova ordem religiosa, que precisa ser preservada. É a resposta sábia das dimensões elevadas do além às indagações íntimas da criatura aflita na Terra, conduzindo-a ao encontro do Criador. Por essa razão, precisamos blindá-lo da soberba dos espíritas “ oba-oba”, com suas sugestões aéreas e inóxias, uma vez que ignoram os elevados objetivos do Espiritismo e tão-somente fazem parte dos grupos, onde os contra-sensos são oferecidos.
    Preservar o Espiritismo, conforme o herdamos de Allan Kardec, é nossa obrigação, mantendo-lhe a clareza dos ensinos, a limpidez dos seus conteúdos, não permitindo que se lhe instalem práticas e empolgações encafifas e ruinosas, que embaraçam os invigilantes e os menos conhecedores das Obras Básicas. Os Benfeitores alertam, ensinando-nos que os princípios espíritas produzem júbilos internos e não algazarra exterior.  
    A liderança do chamado  movimento espírita brasileiro “oficial”  transformou o ideário da Codificação numa montoeira de excentricidades , sobretudo no trato com as questões essenciais do Espiritismo.
    Será que já não bastam os CONGRESSOS ESPÍRITAS PAGOS destinados exclusivamente aos espíritas  apatacados?

    sexta-feira, 26 de abril de 2019

    EVENTOS ESPÍRITAS PAGOS O fim não justifica os meios (Adelino da Silveira *)

    EVENTOS ESPÍRITAS PAGOS O fim não justifica os meios (Adelino da Silveira *)


    Adelino Silveira e Chico Xavier

    Lamentável o que vem acontecendo no movimento Espírita. Lamentável também é que nenhum órgão federativo levantou sua voz contra esses absurdos.

    Por onde anda o Conselho Federativo Nacional?

    Palestras, seminários, congressos e encontros pagos! Até preces em casamentos estão sendo cobradas!

    Eventos caríssimos estão sendo realizados.

    Para onde vai o movimento Espírita?

    Jesus nunca cobrou por seus ensinamentos e nem por seus encontros com o povo. Ao contrário combateu quem assim procedia.

    Também não consta no Evangelho que ele tenha cobrado pela sua presença nas bodas de Caná.

    Um amigo, de passagem por uma cidade de Goiás, foi assistir a uma palestra espírita.
    Qual, porém, não foi sua surpresa quando chegou à porta: R$ 100,00 por pessoa. Penso que todo espírita deveria fazer o que ele fez: virou as costas e foi embora.

    Vamos ver o que disse Allan Kardec, Paulo de Tarso e Chico Xavier.

    “Ainda uma palavra meus amigos. Indo ver-vos, uma coisa desejo: é que não haja banquetes, isto, por vários motivos. Não quero que minha visita seja ocasião para despesas que poderiam impedir a presença de alguns e privar-me do prazer de ver todos reunidos.”
    (Allan Kardec – Viagem Espírita 1862).

    “Por que se bem vos lembrais irmãos do nosso trabalho, pois trabalhando noite e dia para não sermos pesados a nenhum de vos, vos pregamos o Evangelho de Deus.”
    (Paulo - 1º Tessalonicenses 4:6).

    “Eu jamais participaria de um evento onde as pessoas precisassem pagar para me ver. Daria o que tivesse no bolso para ir embora.”
    (Chico Xavier, o Apóstolo da Nova Era).

    O fim não justifica os meios.

    A cobrança de taxas, ingressos em palestras, encontros e seminários, sob qualquer forma ou pretexto, é limitar os ensinamentos de Jesus a quem pode pagar. Isso é uma traição à Doutrina Espírita.

    Os espíritas conscientes deveriam se unir e tomar uma atitude contra esses desvios.


    *O autor do texto acima conviveu com Chico Xavier durante décadas e é o autor dos livros:
    Chico, de Francisco
    Kardec Prossegue



    Momentos com Chico Xavier